XuChá é embalado por nostalgia e infância tardia

A nostalgia era unânime entre as centenas de fãs da Rainha dos (não tão mais) baixinhos durante o XuChá, na madrugada deste sábado. O nome (inspirado no chá de Alice no País das Maravilhas com o Chapeleiro Maluco), esconde uma super produção, que trouxe de volta aos anos 1990 um Citibank Hall lotado de adultos fantasiados de paquitas, em busca da glória da infância tardia.

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Entre chuvas de serpentinas, balões coloridos e papel picado, Xuxa passeou por sucessos que embalaram a infância de uma geração, como Ilariê, Vamos Brincar de Índio e Eu Tô Feliz. Meia hora antes do previsto, a artista saiu de sua nave espacial com um “X” na porta, e não cansou de repetir durante toda a apresentação o quão feliz estava. Entre uma música e outra, a Rainha dos Baixinhos se estendeu no falatório, e abriu espaço demasiado grande para outras atrações que não ela mesma, como as Paquitas, as Paquidrags (Drag Queens), Nany People e algumas projeções no telão.
Beatriz Gonçalves Tom viajou de Porto Ferreira (interior de São Paulo) para o XuChá, e se auto-denomina a fã número 1 de Xuxa. Com 21 anos, ela afirma “Eu faço tudo pela Xuxa”. Já Victor Vieira, 38, conta ao site de VEJA ter repetido a sétima série para ver a Xuxa: “Ou eu ia na prova de recuperação, ou na gravação do último Xou da Xuxa daquele ano. Eu escolhi a gravação e não me arrependo”.
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Xuxa Meneghel apresenta show XuChá no Citibank Hall, em São Paulo
Guilherme Carnaúba, 24, reafirmou o caráter saudoso da noite vestido em plumas amarelas, embalsamado em glitter e segurando pom-pons e o famoso “microfone de xuxinha”. “As crianças de hoje não têm ninguém que é o que a Xuxa foi para nós”, acredita ele. Os ídolos dessa geração são personagens e youtubers, não uma celebridade completa como é a Xuxa. Ela é uma showgirl — canta, dança, apresenta, é como se fosse uma Madonna brasileira”.
Mesmo com os fãs já “crescidinhos”, Xuxa não deixou de se dirigir a eles como crianças. Ao menos, a cantora retomou as mensagens de paz, respeito e igualdade que, na opinião dos presentes, contribuíram para a formação de diversas pessoas. Além de ter no palco transexuais, o ballet não era formado apenas por casais heterossexuais, mas também homossexuais, que trocaram beijos.
Antes e depois da atração principal da noite, DJ Giordanna Forte e DJ Babi, respectivamente, transformaram a casa de show em balada, ao som dos melhores (ou piores) hits dos anos 1990 e 2000, misturados com sucessos atuais de Mayara e Maraísa, Ludmilla e Anitta. O pique dos fãs frente a sua “rainha” permaneceu inabalado durante toda a noite, com poucos deixando o local após a apresentação final de Xuxa, Lua de Cristal. Então valeu XuChá (Veja)

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