Racha no PSDB, Arthur Virgílio vai disputar prévias com Alckmin

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, disse ao site O Estado de S.Paulo que fechou na noite de ontem um acordo com governador Geraldo Alckmin para a realizar em março as prévias para a escolha do candidato do PSDB à Presidência da República em 2018. O acerto, segundo ele, foi feito após uma reunião tensa com a cúpula tucana no gabinete do senador Roberto Rocha (AC).
A decisão do prefeito de Manus expôs o racha interno no PSDB, que esperava unanimidade nas prévias do partido entorno do governador paulistano Geral Alckmin as eleições de 2018, acertado previamente com ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo fontes, o apoio ao prefeito de Manus, esta sendo articulada pela ala simpatizante ao senador Aécio Neves.



“Não vou desistir. Disse isso com clareza na reunião. Estava indo tudo bem na conversa até que chegou o senador Flexa Ribeiro (PA). Fui bastante rígido com ele, que atravessou o samba. Eu disse: ‘Muito me admira que você, um senador do norte do Brasil, venha me pedir para desistir. O Pará inteiro me apoia'”.
Além de Alckmin, também participaram da reunião, que começou às 18h de ontem e entrou pela madrugada, os senadores Tasso Jereissati (CE) e Roberto Rocha (AC). O acordo, porém, foi fechado após Alckmin se reunir em outra sala apenas com Virgílio.




“Acertamos que as prévias serão irrestritas, mas terão uma linha de corte: poderão votar que tiver pelo menos um ano de partido. Faremos 10 comícios cada um cada um nas dez maiores cidades brasileiras. Vamos expor as entranhas do partido”, afirmou o prefeito de Manaus Virgílio.
Virgílio e Alckmin também combinaram de dividir de forma igualitária os recursos do Fundo Partidário para as prévias. “Combinamos que vamos trabalhar no estilo Obama X Hillary. Faremos críticas duras, mas sem ataques pessoais”, disse Virgílio.
O prefeito revelou, ainda, que, apesar do acordo, fará um discurso duro na convenção de hoje. “Vai ser um discurso duro. Vou dizer que é uma aberração não liderarmos esse processo reformista. Vou dizer também que não concordei com a eleição dele (Alckmin) para presidente do partido.”



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