Após tiroteios, governador autoriza cerco a Rocinha

O clima de guerra que voltou a tomar conta da Rocinha, nesta sexta-feira, fez com que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e o secretário estadual de Segurança, Roberto Sá, pedissem apoio das Forças Armadas ao Comando Militar do Leste (CML).
A autorização para a atuação do Exército já foi dada. Pezão acredita que cerco à comunidade na Zona Sul, deve acontecer nas próximas horas. O porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Itamar, confirmou o pedido do governador e afirmou que está em “uma reunião decisória” para definir a atuação das Forças Armadas no entorno da Rocinha. Ele não adiantou o horário do início desta ação nem o número de homens que participarão.
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Guarda se protege atrás de carro durante tiroteio na Autoestrada Lagoa-Barra
“Não se desloca rapidamente muita gente. Algum reforço vai do Exército para aquela região porque estamos com indícios fortes de mais armas, mais traficantes. Não podemos recuar lá de cima” disse o governador.
Representantes do governo estadual e do CML já estão reunidos para discutir em detalhes como será a atuação das Forças Armadas na comunidade.

Segundo Pezão, a ação do tráfico desta sexta é uma reação às operações da Polícia Militar, que há cinco dias fazem operações diárias na Rocinha:
“(Nesta quinta) Apreendemos uma grande quantidade de armamentos. Temos certeza de que a reação que está ocorrendo no asfalto é por causa disso.”
De acordo com Pezão, a Rocinha tem reforço de policiamento com helicópteros e mais equipes dos batalhões de Polícia de Choque e de Operações Especiais (Bope). As Forças Armadas atuarão no entorno da favela.
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Policiais, mototaxistas e moradores em um dos acessos à Rocinha, em São Conrado
“Não vamos recuar. As Forças Armadas (atuarão) no patrulhamento embaixo para dar tranquilidade para as pessoas utilizarem as vias. Ontem (quinta-feira) pegamos um grande paiol. E hoje (sexta-feira) temos certeza, não posso dar detalhes, mas a gente vai ter mais resultados lá” afirmou ele.
A violência explodiu na Rocinha por volta das 9h30 desta sexta. Desde então, um intenso tiroteio ocorre na favela. Um morador ficou ferido e foi levado para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea. Não há informações sobre seu estado de saúde. A base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rua 2 foi atacada a tiros por volta das 11h30.

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