Da sedutora ‘Thelma’ ao histórico ‘Assassinato No Expresso do Oriente’ estreiam nos cinemas

Nos cinemas as estreias da sedutora ‘Thelma’, do terror suspense  ‘Jogos Mortais – Jigsaw’ e o remark que fez história há 43 atrás, ‘Assassinato No Expresso do Oriente’ diversifica os gostos dos amantes do cinema. Não se pode esquecer da estreia do brasileiríssimo e engraçado filme ‘Os Parças’ com o humorista Tom Cavalcante. É só curtir; veja os trailer!



ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE

Quarenta e três anos depois da adaptação dirigida pelo norte-americano Sidney Lumet, o ator e diretor irlandês Kenneth Branagh assume o remake inspirado no conhecido livro da escritora inglesa Agatha Christie. O próprio Branagh encarna o detetive belga Hercule Poirot, protagonista da trama.
O ano é 1934. O cenário inicial, o Muro das Lamentações, em Jerusalém, lugar em que Poirot dá seu primeiro show de deduções brilhantes, resolvendo o roubo de uma relíquia. Encerrado o caso, Poirot pensa em sair de férias, rumando para Istambul. Lá mesmo, é encaminhado para outra missão, o que o colocará a bordo do famoso trem para o Oriente.
Ali viajam os passageiros mais variados, como um marchand meio gângster, Edward Ratchett (Johnny Depp), uma princesa russa (Judi Dench), uma madura caça-maridos, Caroline Hubbard (Michelle Pfeiffer), uma governanta, Mary Debenham (Daisy Ridley), um professor alemão (Willem Dafoe), uma carola (Penélope Cruz) e um médico norte-americano, dr. Arthbutnot (Leslie Odom Jr.). Um misterioso assassinato, ocorrido quando o trem fica retido na neve por uma avalanche, coloca todos em pânico e atiça os instintos de Poirot, aqui enfrentando um dos casos mais intrigantes de sua carreira.(Na maioria das salas de cinemas)
THELMA

Candidato a uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro pela Noruega, “Thelma”, de Joachim Trier, é muitos filmes num só. Flerta com o drama e o fantástico com a habitual segurança do diretor, conhecido no Brasil por dramas de impacto como “Mais Forte que Bombas” (2015).




Thelma (Eili Harboe) é uma jovem de 19 anos que acaba de mudar-se para Oslo para cursar a universidade, deixando para trás os pais, Trond (Henrik Rafaelsen) e Unni (Ellen Dorrit Petersen). Aparentemente tranquilos, estes pais parecem ansiosos demais por controlar a filha, exigindo contatos diários por telefone.
Nada disso, além da timidez de Thelma, é suficiente para impedir a força do despertar de seus desejos. A maneira como o filme explora alguns caminhos cria uma tensão adicional pela ocorrência de fenômenos aparentemente paranormais como quando Thelma, numa biblioteca, sofre uma espécie de convulsão, ao mesmo tempo que diversos pássaros perdem o rumo, chocando-se contra os vidros das janelas.(Ganhou grande espaço nas salas dos cinemas nas últimas horas)
OS PARÇAS

O diretor Halder Gomes é conhecido por suas comédias com tipos populares no Nordeste, como “Cine Holiúdy” (2013). Em seu novo trabalho, “Os Parças”, ele muda seu cenário, mas não os personagens. Boa parte da ação se passa na região da rua 25 de março, no centro de São Paulo, colocando em cena imigrantes que, com bom humor e malandragem, tentam se dar bem na cidade.
Os parças são um locutor de loja (Tom Cavalcante), dois malandros que vivem de pequenos golpes na rua (Whindersson Nunes e Tirullipa) e um técnico de informática da Mooca (Bruno de Lucca), que precisam organizar o casamento da filha (Paloma Bernardi) de um contrabandista poderoso (Taumaturgo Ferreira).
Não há nada de novo nem na trama, nem nos personagens, muito menos nas piadas. Cavalcante é o mais confortável em cena, com o mesmo tipo de humor que o tornou famoso na televisão – o que acaba destacando-o, especialmente, por conta das interpretações limitadas dos demais membros do quarteto.(Em algumas sala de cinemas do país)
COM AMOR, VAN GOGN

A animação “Com Amor, Van Gogh”, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman, impressiona em sua beleza ao, por 88 minutos, imitar o estilo das pinturas do celebrado pintor holandês Vincent Van Gogh. Assim, visualmente, o filme é forte, ainda que a trama não atinja a mesma consistência. O longa ganhou o prêmio do público na 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, encerrada no início de novembro.




O ponto de partida é uma teoria surgida em 2011 segundo a qual o pintor não teria se suicidado e sim sido assassinado. A partir dessa ideia, o filho de um carteiro, com a desculpa de entregar uma carta para Theo, o irmão de Van Gogh, investiga a morte do artista.
Com cada frame pintado à mão, o filme é uma festa aos olhos, uma façanha técnica que mereceria um suspense mais bem construído. O resultado final faz parecer que todos os esforços foram empregados no estilo e sobrou menos criatividade para o conteúdo.(Em poucas salas de cinemas das capitais)
JOGOS MORTAIS – JIGSAW

Se alguém, sete anos atrás, acreditou que “Jogos Mortais: O Final” realmente colocaria um fim nessa série de filmes de “torture porn”, acaba de descobrir que franquia ruim não morre enquanto puder render lucro. “Jigsaw” ressuscita não apenas a série, como, possivelmente, seu protagonista (Tobin Bell), supostamente morto no terceiro episódio.
O novo filme gira em torno da possibilidade dele não ter morrido ou, então, alguém o está imitando, matando desconhecidos cruelmente. O detetive Halloran (Callum Keith Rennie) investiga o caso, com a ajuda de uma dupla de patologistas (Matt Passmore e Hannah Emily Anderson).
Sob a direção dos irmãos Michael e Peter Spierig, no oitavo longa da série, o que menos importa é a trama mirabolante, mas as maneiras de liquidar as vítimas. Depois de desmembrar e estripar tudo o que é imaginável dos corpos de seus personagens, como é de se esperar, a série já não encontra mais novos membros para arrancar de suas vítimas.(Perdeu espaço nas salas de cinemas para o filme Thelma tem estreia regular nas telonas) 
LAMPARINA DA AURORA

Lamparina da Aurora é um filme de fantasmas. Talvez não no sentido estrito do termo, afinal, os corpos sangram, transpiram, fazem sexo. Mas esta é uma história de espectros, de pessoas sem nome, sem fala, sem vontades. Os três únicos personagens em cena convivem sem se tocar, sofrem sem emitir sons, se ferem sem que o espectador veja as feridas.
Eles são atormentados por uma presença possivelmente assassina, mas após o sufocamento, se levantam e seguem em vida. O homem idoso (Buda Lira), a mulher idosa (Vera Barreto Leite) e o forasteiro (Antônio Saboia) são como gatos de Schrödinger, vivos e mortos ao mesmo tempo.
Seria tentador dizer que se trata de pai, mãe e filho, pelas idades e pela presença na mesma casa, mas nada confirma os laços de parentesco. A trama também investe em outras figuras de tríade, como a Santíssima Trindade. Essas possibilidades permanecem no domínio da sugestão. O diretor Frederico Machado faz questão de retirar elementos que poderiam construir a psicologia dos personagens, seus passados, seus objetivos. Eles são reduzidos a corpos que agridem e sofrem, mãos e pés enquadrados com calma, rostos que se encaram e torsos que afundam nas folhas secas ou nas banheiras.
“Tudo começa quando um casal idoso segue uma vida silenciosa, sem comunicação, numa casa isolada do resto da sociedade. Esta paz é perturbada pela chegada de um homem jovem e misterioso, que se instala no lugar e mantém relações ambíguas com seus anfitriões.”(Em poucas salas de cinemas das capitais)



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