Em meio a tempestade tucano, FHC quer Alckmin no comando

A tempestade que se abateu sobre o ninho tucano, com a destituição do presidente interino Tasso Jereissati, pelo seu colega de Senado Aécio Neves, jogou a legenda em um verdadeiro tiroteio entre fogo amigo, levando o ex-interino afirma que dentro do PSDB é preciso separar o ‘joio do trigo‘.
As palavras do senador Tasso foi como um alerta para o ex-presidente Fernando Henrique Cardosos que para ele, era preciso jogar panos quentes para contornar o que parece inevitável, já que o senador cearense, Tasso vem repetindo que tem diferenças irreconciliáveis com o grupo de Aécio e acha difícil um entendimento.



Para tentar apagar o fogo amigo dentro do ninho, FHC sugeriu  que o governador paulistano Geraldo Alckmin assuma o comando do partido, em “posição central”.
Em texto publicado em uma rede social, FHC afirmou que, “se porventura tal convergência não se concretizar, o que porá em risco as chances do PSDB, já disse que apoiarei a candidatura de Tasso à presidência do partido”.
Quando muitos achavam que seria a solução, o caldo voltou a entornar, a mensagem de apoio a Tasso pelo ex-presidente foi como uma bomba para o grupo de Aécio, que prometeu revide as declarações do Tasso e que preparam uma resposta a posição de FHC em apoio ao senador cearense.
Mesmo diante do turbilhão tucano, os nomes de Alckmin e do próprio FHC são lembrados como alternativas, em tese pacificadoras, à disputa entre Tasso e o governador de Goiás, Marconi Perillo, pela presidência do PSDB.




FHC reconheceu “o acirramento que causou nas tensões do PSDB” a decisão do senador Aécio Neves (MG) de substituir Tasso pelo ex-governador de São Paulo Alberto Goldman.
“O restabelecimento da coesão, com tolerância à variabilidade das opiniões internas, mas também com firmeza de propósitos, requer que Alberto Goldman crie condições para que líderes experientes e respeitados, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumam posição central no partido”, escreveu.
O ex-presidente, então, elogiou Perillo. “Não faço ressalvas ao direito do governador de Goiás, a quem respeito por sua fidelidade ao PSDB e pelo bom governo que faz, de ser eventualmente candidato”, afirmou antes de fazer um apelo por unidade. “A vitória de um ou de outro não corresponde à vitória do bem contra o mal: precisamos permanecer juntos.”
Em sua publicação, FHC disse que a coesão interna no partido é necessária para que o projeto nacional tucano seja bem-sucedido.
“Diante do ocorrido ontem, e do acirramento que causou nas tensões do PSDB, apelo ao bom senso e às responsabilidades nacionais dos líderes do partido para que busquem restabelecer a unidade. Tal coesão é requisito para enfrentarmos a próxima campanha eleitoral propondo as transformações pelas quais o país clama”, disse.
“Para termos vez e voz na definição dos rumos do Brasil nas eleições de 2018, é preciso dar sinais claros de nossa própria mudança, criando canais mais amplos para participação dos filiados na escolha dos candidatos e modificando os estatutos para dar mais transparência e responsabilidade às decisões da Executiva do partido e definir regras que permitam a adoção de consulta direta aos filiados nas eleições posteriores a 2018”, argumentou.
Dias depois da publicação de artigo em que defendeu o desembarque do PSDB do governo Michel Temer, Fernando Henrique reforçou que “o apoio às reformas em curso no Congresso faz parte do que acreditamos e do que pregamos. Dentro ou fora do atual governo, este é um compromisso do PSDB”.
A exposição de FHC converge com a defesa de Tasso pela reformulação do estatuto tucano. O senador cearense é crítico do governo Temer e, junto dos “cabeças-pretas” e parte das bancadas tucanas no Congresso, pressiona os quatro ministros tucanos a deixarem a administração federal.
Perillo, por sua vez, tem o apoio de Aécio, que trabalha com os ministros pela relação do PSDB com o PMDB e Temer.(com Folha)



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