Temer perde para cúpula do PMDB enquadra Renan

O presidente Michel Temer deu um ultimato para o caso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido no Senado, que está fazendo duras críticas ao governo e contra as reformas.
O presidente Michel Temer disse ao ex-presidente José Sarney e ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que não admitia mais o tom de Renan e que resolvessem o assunto até esta terça-feira, quando a bancada do Senado se reunirá. Irritado, Temer reclamou das palavras usadas por Renan contra ele e está disposto a demitir os aliados do senador caso ele mantenha esse tom.
Para constranger Renan, Temer viajou ontem para Alagoas, onde liberou recursos para o estado, governado por Renan Filho.
O senador Renan disse ao jornal O Globo, nesta segunda-feira (29) que fará um pronunciamento ainda hoje no Senado fazendo uma análise da crise, mas “agradecendo ao final o presidente”. Segundo peemedebistas, Renan passou o final de semana em Brasília fazendo um périplo junto aos demais senadores pedindo apoio para se manter no comando da bancada.
Até então, Renan Calheiros tinha maioria na bancada, mas o último discurso do ex-presidente do Senado irritou a muitos. O próprio ex-presidente da Republica José Sarney, ao qual Renan é seguidor, tentou acalmar Temer, mas acabou liberando aliados dentro da bancada a votar como quiserem numa eventual votação. principalmente das reformas da previdência e trabalhista
Renan disse que não vai sair da liderança.
“Nessa crise, um dia após o outro é uma eternidade. Eu não vou cair. Farei um pronunciamento e, lá no final, vou agradecer a ele (Temer) por ter ido a Alagoas” disse Renan.
Ele pretende fazer um pronunciamento ainda nesta segunda-feira.
Os motivos que levou Renan Calheiros a fazer duras críticas ao ex-aliado presidente Michel Temer, foi depois que dois alagoanos (não por ele apadrinhados) viraram então ministros: Maurício Quintella (Transportes) e Max Beltrão (Turismo).
Para piorar a relação entre o ex-amigo. a nomeação de João Sukater à diretoria da Anvisa foi a gota d’água. Ele é ligado ao PP de São Paulo, de Paulo Maluf. Lutava pela recondução de José Carlos Moutinho, apoiado por Renan, do desgastado PMDB do RJ e José Sarney.
Resumindo, abriga entre Renan e Temer foi apenas um jogo de interesses onde o ex-presidente do senado federal queria manter a força política mesmo fora do comando do senado.

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