Ministros dos STF irritados com vazamento de delação de marqueteiro

O vazamento da delação do marqueteiro Renato Pereira, do Rio, que comprometeu a cúpula do PMDB no Estado, incomodou ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Há diálogos entre alguns deles inclusive sobre a possibilidade de o ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso, pedir investigação à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A expectativa era de que a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tivesse maior controle sobre os vazamentos, o que não estaria ocorrendo.
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Marqueteiro do Rio, Renato Pereira
O acordo de colaboração judicial do marqueteiro carioca, Renato está sobre segredo de justiça, no dia 4 de novembro, veio a tona a delação, fato que provocou a fúria dos ministros do STF, principalmente do seu relator na Corte, Lewandowski que cobrou imediata resposta da PGR sobre o vazamento.
A assessoria da PGR diz que a delação não está no órgão, e sim no STF. Afirma que, para investigar, a procuradoria precisa antes receber uma denúncia oficial sobre o vazamento.

 



O Caso
Em acordo de colaboração premiada fechado com a Procuradoria-Geral da República PGR, o marqueteiro Renato Pereira afirma que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, o ex-prefeito Eduardo Paes, o ex-candidato a prefeito e deputado federal Pedro Paulo (PMDB-RJ) e o ex-governador Sérgio Cabral participaram diretamente da negociação de pagamentos em dinheiro e fora da contabilidade oficial de suas respectivas campanhas políticas feitas entre 2010 e 2016.
Em seu relato, o marqueteiro Pereira descreve a mesma rotina com os candidatos do PMDB para os quais trabalhou na última década: ele ou seus sócios recebiam malas ou sacolas de dinheiro pessoalmente, entregues por emissários dos políticos do partido ou repassados por representantes de empresas fornecedoras dos governos estadual e municipal, entre eles as construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht, além de empresas de transporte de Jacob Barata conhecido como o ‘Rei do Ônibus’ do Rio.
Na ocasião o delator também conta como a agência por meio da qual se estabeleceu no mercado, a Prole Serviços de Propaganda, influenciou contratos de publicidade de governos no Rio nos últimos dez anos. As contas foram direcionadas para a própria Prole ou a empresas sugeridas por ela que, com isso, eram obrigadas a compartilhar uma parte dos lucros. Segundo o delator, o irmão de Sérgio Cabral, o publicitário Maurício Cabral, também tinha participação nos resultados dos contratos influenciados pela Prole.

 



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