Após três horas, servidores públicos desocupa Assembleia do Rio

 Após três horas de discurso, os manifestantes deixaram o plenário da Alerj, às 17h, pela porta da frente, cantando o hino nacional. Eles entregaram uma carta endereçada ao governador, em que reivindicam, principalmente, o arquivamento do pacote e a saída de Pezão do governo. Os servidores ainda estão do lado de fora do Palácio Tiradentes, mas a situação já se acalmou.
A pista lateral da Avenida Presidente Antônio Carlos, na altura da Avenida Franklin Roosevelt, está interditada. O desvio é feito pela Avenida Presidente Wilson ou pela pista central da Antônio Carlos e, em seguida, a Avenida Almirante Barroso. Já a Rua Primeiro de Março está totalmente interditada. O trânsito é lento na região. Equipes da CET-Rio e da Guarda Municipal orientam os motoristas.
O plenário foi ocupado por servidores por volta das 14h, onde representantes de cada categoria realizam um discurso de rejeição ao pacote. O objetivo dos funcionários é conversar com o presidente da casa. Dezenas de PMs em serviço acompanham o ato dento da Alerj.
– O pacote de maldades ia entrar em votação hoje. Como vão tirar um direito que é nosso? Aqui tem muito cargo comissionado que ganha mais que a gente. Já era para termos recebido, e não recebemos. Existe dinheiro na casa. Precisamos fazer algo para chamar a atenção – disse um subtenente dos bombeiros, que participa do protesto dentro do plenário.
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Invasão do servidores do Rio na Assembleia durou três horas
Ao ser surpreendido pela entrada dos manifestantes no plenário, o deputado Wagner Montes, que estava no local, explicou ao grupo, sob vaias, que o projeto não seria votado nesta terça-feira. Ele informou que o pacote está na pauta para ser votado em dezembro e acrescentou que o texto ainda receberá emendas. Após o discurso do deputado, muitos servidores deixaram o plenário e voltaram para a porta da Alerj, onde ainda há centenas de pessoas.
Em nota, o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, declarou que “a invasão do plenário da Alerj é um crime e uma afronta ao estado democrático de direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado. Esse é um caso de polícia e de justiça e não vai impedir o funcionamento do Parlamento (…) Os prejuízos causados ao patrimônio público serão registrados e encaminhados à polícia para a responsabilização dos culpados. “.

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