Renan afrontou a Justiça, diz ex-presidente do Supremo

A decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), de não receber o oficial de Justiça e descumprir liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello foi o “episódio mais grave”. Essa é a opinião do ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto, que está em São Paulo para participar de seminário sobre corrupção.
“Deixar de acatar a decisão do ministro me soou como afrontoso. Foi o episódio mais grave” apontou Ayres Britto, para continuar:
“O certo era cumprir a decisão. E, se fosse o caso, tanto a Mesa (do Senado) como Renan se encontram habilitados a recorrer, mas o recurso é no pressuposto ao cumprimento.” disse ex-presidente da Corte.
Ayres Britto evitou opinar sobre a votação de cada ministro do STF, que optou por manter Renan na presidência do Senado, mas disse que optaria pelo afastamento do presidente do Senado:
“Eu entendo que a decisão que imprime a Constituição é a do ministro Marco Aurélio.”
Em entrevista ao Jornal O Globo nesta quinta-feira (8), o ministro Marco Aurélio sugeriu que pode ter havido um acordo para poupar Renan. Ayres Britto não concordou.
“Não acredito nisso. Nos meus quase dez anos ali nunca vi nada disso. Cada ministro votou de acordo com seu entendimento. Ali não houve decisão política.” concluiu o ex-presidente do STF.

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