PSDB afasta Aécio, e Jereissati assume comando do partido

O PSDB decidiu nesta a quinta-feira fastar o senador Aécio Neves da presidência do partido, mas aguardará o áudio da gravação do presidente Michel Temer comprando o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha para selar o rompimento com o governo. Os ministros tucanos já estariam de acordo com a decisão.
Para o lugar de Aécio, assume o senador  tucano Tasso Jereissati (CE) a presidência do partido. O mineiro relutou em deixar o comando da legenda, mas foi voto vencido pela maioria dos tucanos. Em reunião na manhã desta quinta-feira, 18, no Congresso, a cúpula do partido definiu que Tasso é o melhor nome no momento. Chegou-se a cogitar a indicação de Carlos Sampaio (SP).
Um dos grupos mais atuantes dentro do partido, a Juventude do PSDB divulgou comunicado oficial pedindo que o afastamento de Aécio Neves da direção da legenda. “Nesse momento, é preciso reforçar o nosso compromisso do nosso partido em defender de forma intransigente a nossa democracia. Para tal, entendermos ser urgente e necessário que o partido possa ser conduzido por alguém que compartilhe dos mesmos valores que justificaram a fundação da nossa sigla”, diz a nota do grupo.
A  situação de Aécio se agravou após o empresário Joesly Batista, dono da JBS, entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação na qual Aécio pede R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava da quantia para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. A Polícia Federal teria filmado um primo de Aécio pegando esse dinheiro. A defesa do tucano disse que ele não recebeu “dinheiro nenhum”.
Agora apouco o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) para prender o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ao contrário da expectativa que se criou nesta quinta-feira, o caso não será levado ao plenário do tribunal.
Na mesma decisão, Fachin afastou o parlamentar de suas funções, mas manteve ele no cargo. Ou seja, o tucano poderá frequentar o Congresso Nacional, mas não está autorizado a votar, por exemplo.

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