Planalto reage, e Câmara quer processar Tasso por ofensiva em programa do PSDB

A Câmara avalia processar o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), pelo programa partidário da sigla que acusa políticos de negociar com o Executivo vantagens pessoais em troca de votos. A peça foi veiculada ontem em cadeia de rádio e televisão.
O tucano será instado a nominar quem são os políticos que se venderam sob o risco de colocar toda a Casa em suspeição. Deputados do PSDB contrários ao teor do programa também comentaram num grupo de WhatsApp que estão dispostos a interpelar Tasso na Justiça.
 Num dos trechos do programa, o PSDB fala em “presidencialismo de cooptação”. E exemplifica: “políticos negociam vantagens pessoais” com o Executivo “e não pensam no País”.
Apesar da controvérsia, Tasso recebeu o apoio de parte da bancada. “Todos os partidos deveriam dar esse chacoalhão. O PSDB é o único que está fazendo isso de fato”, diz o líder Ricardo Trípoli.
Tucanos contrários a Tasso relatam que na reunião ele teria prometido financiar campanhas dos deputados com recursos utilizados pelo partido para pesquisas e estudos.
No Programa o PSDB voltou a defender o sistema parlamentarismo rejeitado por duas vezes pelos brasileiros em plebiscitos. A legenda tentou mostrar que o novo sistema seria a melhor opção para o Brasil e que crise politica, o que vivem hoje não ocorreria no parlamentarismo.
Ministros, Senadores e Planalto reagem
O programa do PSDB exibido em rede nacional de rádio e TV, no qual o partido reconhece como erro seu próprio fisiologismo e faz críticas diretas ao governo do presidente Michel Temer, foi fortemente criticado por três dos quatro ministros tucanos. No Palácio do Planalto o vídeo foi visto como um “tiro no pé” por auxiliares do presidente, que classificaram a peça de “ridícula”.
Em dez minutos de programa, o PSDB faz uma autocrítica por ter “aceitado o fisiologismo” e define Temer como um presidente que “enfrenta dificuldade de governar e unir o País”.
“O presidencialismo de cooptação que vigora no Brasil faliu, tendo gerado crises sucessivas e muita instabilidade política”, diz um locutor, sem citar que ministros do partido negociaram emendas parlamentares em troca de votos de deputados a favor da rejeição da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer.
O Palácio do Planalto reagiu a vinculação da propaganda da legenda. Tucanos leais a Temer bombardearam o presidente interino Tasso Jeiressatti com criticas e ameça de até destitui-lo do comando da legenda.(Com Agência Estado)

 

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