Peru condena ameaça dos EUA de uso da força militar na Venezuela

O Peru condenou neste sábado a ameaça de uso da força na Venezuela e está negociando com os países da região uma declaração conjunta de resposta, depois de os Estados Unidos ameaçarem intervenção militar no país produtor de petróleo.
“O Peru e vários países da região condenaram a ameaça ou o uso da força não aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas”, disse o ministro das Relações Exteriores à agência de noticias Reuters.
Caracas depreciou a ameaça como “loucura” e seu ministro das Relações Exteriores deveria fazer um comunicado.
O Peru foi o primeiro a condenar o uso ameaçado da força de Trump e está negociando uma resposta escrita com outras nações da região, disse o ministro das Relações Exteriores, Ricardo Luna, em comunicado enviado a imprensa norte-americana no sábado. A declaração veio no dia seguinte ao Peru expulsar o embaixador da Venezuela em Lima.
Constituinte apoia Maduro apás ameça
A Assembleia Constituinte da Venezuela apoia o presidente Nicolás Maduro frente às “ameaças infames” do presidente americano, Donald Trump, que estuda uma “opção militar” ante a crise venezuelana, disse a chefe da nova Assembleia, Delcy Rodríguez.
A instalação da polêmica Constituinte, considerada pela oposição uma “fraude” que pretende instaurar uma “ditadura comunista”, dificultou ainda mais a relação entre Caracas e Washington, tensa desde a chegada do chavismo ao poder, em 1999.
O governo americano impôs sanções financeiras contra Maduro e 20 de seus funcionários e colaboradores, por avançarem com a Constituinte, que não reconhece.
Antes da reação de Delcy, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, disse à estatal VTV que a Venezuela irá se defender, e que estaria “na primeira fila”. Foi o primeiro pronunciamento de um funcionário do governo venezuelano frente à declaração de Trump.

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