‘Pedir varredura à Polícia do Senado após prisão de meu marido’ diz senadora Gleisi

 A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) confirmou que solicitou à Polícia Legislativa do Senado uma varredura em suas residências, mas nada foi encontrado. Em nota, a senadora informa que foi feito um pedido formal ao Senado após a operação da Polícia Federal em junho, que resultou na prisão de seu marido, o ex- ministro Paulo Bernardo.
Segundo Gleisi, a varredura foi realizada também em Curitiba (PR) porque a busca e apreensão da PF foi feita “sem a presença de alguém da família”.
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“Fazer isso não configura obstrução alguma. Apenas queria ter informação de segurança sobre minha residência”, justifica.
Em junho deste ano, o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi, foi preso durante a Operação Custo Brasil, um desdobramento da 18ª fase da Lava-Jato. Bernardo permaneceu em cárcere durante seis dias por suspeita de receber R$ 7,1 milhões em propina. À época, a PF o encontrou no apartamento da senadora em Brasília e cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do casal em Curitiba.
ÍNTEGRA DA NOTA:
“Logo após a operação de busca e apreensão realizada em minha casa em Brasília e em Curitiba, com a prisão de meu marido Paulo Bernardo, solicitei ao Senado que a Polícia Legislativa, dentro de suas atribuições legais, fizesse uma verificação e uma varredura eletrônica nas residências. Fiz o pedido formalmente. Tem processo no Senado com autorização formal para isso.
Em Curitiba, a busca e apreensão da Polícia Federal foi feita sem nossa presença ou de alguém da família. Não sei o que tinha acontecido. Por isso pedi para fazer a varredura lá também. Esse serviço da Polícia Legislativa existe regularmente há muito tempo. Temos todo processo de pedido formalizado. Tudo dentro das normas do Senado.
Fazer isso não configura obstrução alguma. Apenas queria ter informação de segurança sobre minha residência.
Também consultei a Polícia Legislativa sobre os procedimentos caso achassem algo nos locais. Foi me informado que se algo fosse encontrado, seria comunicado ao Ministério Público, para verificação de possível determinação judicial para o procedimento ou não. Como não encontraram nada, não tomamos nenhuma providência”.
Brasília, 21 de outubro de 2016”

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