No Paquistão, esconderijo de diplomata norte-coreano é encontrado contrabandos

Quando três ladões derrubaram as portas e roubaram a casa de um diplomata norte-coreano em Islamabad no mês passado, levaram mais de três horas para saqueá-la, por encontrarem milhares de garrafas de whisky escocês, cerveja e Vinho francês o que é proibido no país.
Os ladrões vieram preparados. A polícia e as testemunhas disseram que trouxeram três carros e um pequeno caminhão para saquear a bebida de bebidas alcoólicas de Hyon Ki Yong, que vale mais de 150.000 mil dólares no mercado negro em um país onde é ilegal que os muçulmanos consumam álcool.
A polícia, que recuperou muito do esconderijo logo depois do assalto de 3 de outubro, diz que os três ladrões eram policiais e emitiram mandados de prisão para eles e para um membro de uma bem conhecida família de contrabandistas. Eles também prenderam a governanta de Hyon.

 



O chefe da polícia e da alfândega dizem que a descoberta de uma grande quantidade de bebidas alcoólicas levou-os a concluir que alguns diplomatas do norte-coreano estão envolvidos na venda de álcool, quer para ganhar dinheiro para si ou para fornecer fundos para o regime de Pyongyang, que sofre de dinheiro.
O governo da Coreia do Norte enfrenta cada vez mais duras sanções econômicas apoiadas pelas Nações Unidas por causa de seus programas de armas nucleares e desenvolvimento de mísseis.
“Este norte-coreano estava envolvido na venda de bebidas alcoólicas”, disse o chefe do departamento de polícia em Islamabad, que está familiarizado com a investigação, em referência a Hyon.
O investigador paquistenês disse que os diplomatas norte-coreanos no Paquistão estavam fazendo isso há anos, embora ele não forneceu provas diretas de tais vendas.
Um diplomata da embaixada da Coreia do Norte recusou-se a comentar o caso de Hyon, ou as alegações mais amplas sobre as vendas de álcool no país.
“Foi discutido entre a embaixada e MOFA (Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão)”, disse o diplomata, que colocou o telefone antes de se identificar. Ele não respondeu às chamadas subsequentes.
O oficial de polícia investigador, Ishtiaq Hussain, disse que a governanta, Boota Masih, “confessou” seu papel no crime e forneceu todos os detalhes.
Um dos policiais preso pela polícia, Malik Asif, disse à agência de noticias Reuters quando contatado por telefone que ele nega estar envolvido no roubo. Ele disse que está atualmente escondido.
Ele disse que não tinha dúvidas de que os norte-coreanos estavam envolvidos no negócio do contrabando de álcool.
“Eles estão fazendo esse negócio há muito tempo”, acrescentou.
PRESSÃO DOS EMBAIXADORES
Alguns diplomatas estrangeiros em Islamabad têm suspeitas de longa data de que os diplomatas norte-coreanos no Paquistão estão envolvidos em contrabancos.
Eles dizem que acreditam que o Paquistão fez uma vista grossa para o contrabando dos norte-coreanos, talvez por cortesia dos laços históricos entre os dois países. Abdul Qadeer Khan, cientista paquistanês considerado o pai da bomba atômica do Paquistão, em 2004 disse que vendeu segredos nucleares para a Coreia do Norte.
O Paquistão nega ser negligente em policiar esse comportamento por diplomatas norte-coreanos. “Nenhuma dessas atividades já foi, ou jamais será tolerada”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mohammad Faisal.
Quando perguntado sobre este caso particular, Faisal disse: “O Paquistão está investigando ativamente o caso e qualquer indiscrição, se comprovada, será punida de acordo com as leis nacionais e internacionais”.
O Paquistão também negou sempre ajudar a Coreia do Norte com seu programa nuclear.
Este verão, a embaixada dos EUA em Islamabad, juntamente com homólogos sul-coreanos e japoneses, apresentaram uma queixa ao Ministério das Relações Exteriores do Paquistão sobre o tamanho da missão norte-coreana no Paquistão, porque eles queriam reduzir sua capacidade de arrecadar fundos para Pyongyang revendo importados álcool, de acordo com fontes diplomáticas em Islamabad e Seul.



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