Ministro Bruno Araújo deixa o governo Temer após racha no PSDB

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), entregou nesta segunda-feira, carta de demissão do cargo ao presidente Michel Temer (PMDB). No texto, Araújo afirma que o racha dentro do partido uma ala defende o desembarque do governo e outra a permanência, fez com que não exista apoio “ do tamanho que permita seguir com a tarefa”.
Desde que a relação entre tucanos e governo começou a azedar esta é a primeira exoneração de integrantes do partido do governo de Temer.



A pasta das Cidades é uma das que sempre é dada aos aliados de primeira hora, já que tem orçamento gordo para realizar obras.
Inclusive, na semana passada, o governo fez uma juntada de outros projetos e lançou o “Avançar” que pretende liberar recursos para obras até 2018. E o Ministério das Cidades foi uma das pastas que vai receber mais recursos para encaminhar as obras de mobilidade.
Partidos do Centrão vinham pressionando o presidente Michel Temer por uma reforma ministerial que excluísse os tucanos do alto escalão. Os tucanos têm mais três pastas, Relações Exteriores, Secretaria de Governo e de Direitos Humanos, este último ocupado pela ministra, Luislinda Valois,  que entrou em polêmica ao  solicitar do governo um pedido para acumular o salário integral do cargo que ocupa atualmente com a aposentadoria de desembargadora que ultrapassaria os R$ 61 mil, acima do teto constitucional que é de 33 mil reais.




Ainda na carta, Bruno Araújo afirmou que sob seu comando o Ministério das Cidades avançou em governança. “Recuperamos o Minha Casa, Minha Vida e a credibilidade nos compromissos financeiros. Implantamos duas ações que vão deixar marcas relevantes no desenvolvimento social do País: o Cartão Reforma e a Nova Legislação de Regularização Fundiária”, escreveu.
“Preciso agradecer o apoio de toda nossa competente equipe nessas realizações, e de modo especial a sua confiança, que de trato sempre fidalgo e republicano, permanentemente nos deu autonomia em busca da melhor entrega possível a população brasileira”, completa.
Em outro trecho, o tucano ainda destaca que o país “responde rápido” as ações de governança. (Agência Estado)



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