Lula volta a desafiar Moro e MPF aprovarem que ele é dono do tríplex

Em café da manhã com jornalistas nesta quarta-feira, 20, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não teme ser preso, faltando pouco mais de um mês para o julgamento do caso do tríplex do Guarujá pelo Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF-4).
“Eu não penso. Não penso porque acho que preso só pode ir quem cometeu um crime”, disse Lula ao ser questionado sobre a possibilidade de prisão.



Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex. O TFR-4 vai julgar o recurso e caso a sentença de Moro seja mantida o ex-presidente terá sido condenado em segunda instância.
Durante quase duas horas e meia, Lula reiterou várias vezes que é inocente e, portanto, a única hipótese para a Justiça é absolvê-lo. O ex-presidente disse que não quer ser um mártir.
“Não quero passar para a história como um inocente condenado”, afirmou.
O petista voltou a desafiar Moro e o Ministério Público a apresentarem provas de que ele é o dono do apartamento construído e reformado pela empreiteira OAS, alvo da Lava Jato. “A única chance que tenho é pedir provas. Não é possível que alguém seja dono de uma coisa que não é dono”, afirmou.
Lula, no entanto, admitiu que o país vive uma “anomalia jurídica”. Segundo ele, Moro e o MPF criaram uma narrativa falsa da qual não conseguem se libertar. “Eles ficaram sem rota de fuga”, disse Lula.




Embora insista na tese de absolvição por inocência, o petista disse que continua na disputa presidencial seja qual for o resultado do julgamento no TRF-4 e, se for condenado, pretende usar todos os recursos jurídicos aos quais tem direito.
O tom de desafio do ex-presidente Lula, ao voltar a criticar o juiz federal Sérgio Moro e Ministério Publico Federal, foi entorno da pesquisa Ipsos que revelou que o petista voltou a ganha fôlego nas ruas, ao atingir o ápice de aprovação na série histórica do instituto, enquanto outros possíveis candidatos, como Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC), sofrem desgaste na imagem. Em dezembro, Lula teve seu sexto mês seguido de melhora na avaliação, chegando a 45% de aprovação.
Diante das pesquisas pra lá de favorável, o ex-presidente petista adota uma postura desafiadora ao judiciário, e que deve seguir até o dia do julgamento em janeiro do próximo ano.



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *