Após pedido de prisão, Lula ataca Janot e procuradores da Lava Jato

No dia em que o Ministério Público Federal (MPF) pediu sua prisão no processo que apura a compra de um apartamento tríplex, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado, que não há provas contra ele. O ex-presidente reclamou das “meninices” dos procuradores da Lava-Jato e atacou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“Hoje fiquei sabendo que o Ministério Público pediu minha prisão, minha condenação, não sei o porquê. Em qualquer lugar do mundo, para você ser condenado e até indiciado, tem que ter prova. Aqui no Brasil, se não tem prova tem que prender mesmo, porque não precisa mais de prova. Eu tenho uma história neste país” afirmou Lula, ao discursar no encerramento do 6º Congresso do PT, em Brasília.
Lula citou a prisão, no mês passado, do procurador Ângelo Goulart Vilela para atacar Janot. Vilela é acusado de repassar informações da Operação Greenfield ao empresário Joesley Batista, da JBS.
“Eu não sei se o procurador-geral da República, o Moro (sic), que tinha um amigo procurador que foi preso, e que ele até pediu desculpa na televisão, ficou chateado porque o procurador era amigo dele, queria fazer jantar para o procurador, o procurador fazia jantar para ele, não sei se a teoria do domínio do fato vale pra ele, se ele sabia que o cara era ladrão” disse Lula.
O ex-presidente disse respeitar o Ministério Público, mas estar cansado dos procuradores da Lava-Jato:
“Não tenho desafiado a Justiça, o Ministério Público, até porque o Ministério Público é uma instituição que respeito, o que tenho é contra as meninices dos procuradores da Lava Jato.”

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