Julgamento da chapa Dilma/Temer no TSE

O ministro relator do processo, Herman Benjamin, defendeu a manutenção das delações da Odebrecht como prova no processo, negando o pedido da defesa, e disse que a empreteira foi a “maior parasita da Petrobrás”.
– O segundo dia de julgamento no TSE encerra com nova troca de farpas entre os ministros Gilmar Mendes, presidente do TSE, e Herman Benjamin, relator do processo. Gilmar chegou a ironizar o relator e dizer que seu argumento era ‘falacioso’.
– Devido à extensão do voto do relator Herman Benjamin, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, deve convocar uma sessão extra para quinta-feira, 7, à tarde para tentar concluir o julgamento que pode levar à cassação do mandato do presidente Michel Temer e à inelegibilidade da ex-presidente Dilma Rousseff. Gilmar afirmou que, se for necessário, haverá uma nova sessão na sexta-feira, 9, e no sábado, 10.
– Assim como terça-feira, o segundo dia de julgamento da chapa Dilma Rousseff/ Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi marcado por novo embate entre os ministros Herman Benjamin, relator do caso, e Gilmar Mendes, presidente da casa. Gilmar interrompeu a fala de Herman enquanto o ministro defendia a decisão de incluir no processo depoimentos de delatores da Operação Lava Jato.
– O vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, afirmou que há elementos para cassar a chapa Dilma-Temer “como um todo”. Para ele, as provas colhidas durante o processo mostram que houve “abuso político e econômico” na campanha de 2014.
– Assim como a defesa de Dilma, os advogados de Temer defenderam a exclusão de provas relacionadas ao pedido inicial feito pelo PSDB em 2014. A defesa quer evitar inclusão dos depoimentos de delatores da Odebrecht, do marqueteiro João Santana e de sua esposa, a empresária Monica Moura.
– O advogado de Dilma, Flávio Caetano, afirmou que os depoimentos de delatores da Lava Jato não devem ser levados em consideração. Ele reiterou que não houve uso de dinheiro irregular da Petrobrás durante a campanha de 2014.
– Já os advogados do PSDB, autor da ação que pede a cassação da chapa, esperam que os depoimentos dos delatores da Lava Jato sejam usados como prova de que houve abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2014.

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