Jim Carrey defende: ‘desamiguem o Facebook’

O ator norte-americano Jim Carrey defendeu hoje na rede social Twitter que os utilizadores da rede social Facebook deviam apagar as respetivas contas, em protesto contra o fato de veicular “notícias falsas (fake news)”.
A estrela de filmes como “The Truman Show –  A Vida em Direto” e “Eternal Sunshine of the Spotless Mind – O Despertar da Mente” escreveu no Twitter que vai vender as suas ações do Facebook e apagar a sua conta, porque a gigante tecnológica beneficiou da ingerência russa nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2016, ao espalhar notícias falsas de origem russa, e ainda não está a fazer o suficiente para pôr fim à divulgação de “fake news”.



Carrey, de 56 anos, encorajou outros investidores e utilizadores a fazerem o mesmo e terminou o seu ‘tweet’ com a palavra-chave “unfriendfacebook” (“desamiguem o facebook”).

O Facebook ainda não reagiu ao ‘tweet’ do ator, mas o fundador e presidente (CEO) Mark Zuckerberg tem afirmado que travar o fluxo de desinformação está entre os principais objetivos da empresa.
Folha Fora do Facebook
Um dos maiores site de noticias do país á Folha de S.Paulo, anunciou nesta quinta-feira (08), que não postará seu conteúdo no Facebook. Segundo a Folha a desvantagens em utilizar a rede social como um caminho para essa distribuição ficaram mais evidentes após a decisão da rede social de diminuir a visibilidade do jornalismo profissional nas páginas de seus usuários.
Para a Folha, o algoritmo da rede passou a privilegiar conteúdos de interação pessoal, em detrimento dos distribuídos por empresas, como as que produzem jornalismo profissional. “Isso reforça a tendência do usuário a consumir cada vez mais conteúdo com o qual tem afinidade, favorecendo a criação de bolhas de opiniões e convicções, e a propagação das “fake news” [noticia falsa].”
Segundo o site, esses problemas foram agravados nos últimos anos pela distribuição em massa de conteúdo deliberadamente mentiroso, as chamadas “fake news”, como aconteceu na eleição presidencial dos EUA em 2016.
A Folha afirmou que a importância do Facebook como canal de distribuição já vinha diminuindo significativamente antes mesmo da mudança do mês passado, tendência observada também em outros veículos.

 



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