Janot rebate as críticas de Lula sobre ‘pacto diabólico’ para incriminá-lo na Lava-Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu as críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, num evento em São Paulo, na quinta-feira, apontou a existência de um “pacto diabólico” entre o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, a Polícia Federal, o Ministério Público e as empresas de comunicação para incriminá-lo nas investigações da Operação Lava-Jato. Janot afirmou que o ex-presidente, como qualquer outra pessoa, é livre para expressar opiniões.
“O que eu posso dizer é que eu não sou religioso”  afirmou, ao responder uma pergunta sobre o assunto durante um café com jornalistas nesta sexta-feira.
A declaração de Lula foi dada durante o lançamento da campanha “Por Um Brasil para Todos e pra Lula”, que conta com a adesão de artistas, lideranças políticas e intelectuais. O ex-presidente é réu em três ações relacionadas à Lava-Jato. Duas das ações correm no Justiça Federal do Distrito Federal e uma em Curitiba.
Janot criticou também as tentativas de anistia de caixa dois, buso de autoridades e outras propostas restritivas à investigações contra a corrupção. Nos últimos dias, deputados e senadores atingidos pela operação vêm tramando medidas para esvaziar parte da Lava-Jato e outras investigações criminais.

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Durante ato de lançamento da campanha “Um Brasil Justo pra Todos e pra Lula”, em São Paulo, o ex-presidente disse ser vítima de um “pacto quase diabólico” que tem como objeto destruir sua reputação e o projeto de país implementado em seus oito anos de governo.
O ex-presidente afirmou diante de um auditório lotado com centenas de pessoas na Casa de Portugal, na Liberdade, zona sul de São Paulo que seria vítima de um pacto diabólico orquestrado pelo MPF, Judiciário e Policia Federal .“Eu penso que eles cometeram um pequeno erro. É que eles mexeram com a pessoa errada. Eu não tenho nenhuma preocupação de prestar contas à Justiça brasileira. O que eu tenho preocupação é quando eu vejo um pacto quase diabólico entre a mídia, a polícia federal, o ministério público e o juiz que está apurando todo esse processo”, disse o petista
Lula acusou a Lava Jato de mentir para a população. “Não me sinto confortável participando de um ato da minha defesa. Eu me sentiria confortável participando de um ato de acusação à força-tarefa da Lava Jato,que está mentindo para a sociedade brasileira”, afirmou o ex-presidente.
Segundo ele, os supostos abusos da força tarefa prejudicam a reputação de instituições como o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. “Faz mal ao Ministério Público, que tem muita gente séria, a uma instituição chamada Polícia Federal, que foi criada para defender o Estado brasileiro e para investigar e não para permitir que delegados comprometidos ideologicamente e politicamente com determinados partidos venham fazer falsas acusações”, apontou Lula.

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