Governo Temer é considerado píor que o de Dilma, diz Ibope

Pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã desta terça-feira, 4, mostrou que a desaprovação à maneira do presidente Michel Temer governar subiu de 53% para 55% e 17% não souberam ou não responderam, contra 16% da mostra divulgada anteriormente. Na pesquisa anterior, 31% aprovavam a maneira de Temer governar, agora 28% aprovam.
O porcentual dos que acreditam que o governo é ruim ou péssimo se manteve em 39% e os que acham o governo regular caiu de 36% para 34%. Não souberam responder 12%, ante 13% da última pesquisa.
Sobre o nível de confiança em Temer, 68% disseram não confiar contra 66% do levantamento anterior. De acordo com a nova pesquisa, 26% disseram confiar, um ponto porcentual a menos que o último levantamento. Não souberam responder 6%, ante 7% da última pesquisa.
Governo Dilma. Comparando com o governo Dilma Rousseff, 38% disseram que se trata de um governo igual (ante 44% do dado anterior). Para 24% (ante 23%), é um governo melhor que o anterior. Mas para 31%, o governo Temer é pior (ante 25%). Não souberam responder 7% (ante 8% da última pesquisa).
A perspectiva para o restante do governo mostrou que 38% consideram que será ruim ou péssimo (35% era o número registrado anteriormente). Hoje, 30% dos entrevistados disseram que o governo será regular, contra 32% do levantamento anterior. De acordo com o instituto, os mesmos 24% da pesquisa anterior disseram acreditar que o governo será bom ou ótimo e 8% (ante 9% da mostra anterior) não souberam ou não responderam.
Houve uma tímida oscilação positiva na aprovação do governo do presidente. Para 14% dos entrevistados, o governo é ótimo ou bom, ante 13% da pesquisa anterior, divulgada no dia 1º de julho. Esse é o primeiro levantamento sobre a popularidade do peemedebista e de seu governo desde que ele assumiu efetivamente o cargo, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
A popularidade do presidente Michel Temer caiu mais entre os brasileiros com renda elevada e com educação superior entre setembro e dezembro, mostra pesquisa Ibope encomendada e divulgada nesta sexta-feira, 16, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
No resultado geral, a avaliação ruim ou péssima do governo aumentou sete pontos porcentuais, de 39% em setembro para 46% em dezembro. Entre os entrevistados com renda familiar superior a cinco salários mínimos (maior faixa da pesquisa), esse aumento foi maior: 16 pontos porcentuais (33% para 49%).
Segundo a CNI/Ibope, esse aumento deve-se tanto à redução dos indecisos entre essa faixa salarial, como à redução dos que avaliam o governo como regular e ótimo ou bom. Em setembro, esse grupo apresentava a melhor avaliação do governo, com maior porcentual de ótimo ou bom (20%) e o menor de ruim ou péssimo (33%).
A pesquisa Ipobe também mostra que a insatisfação de Temer aumentou entre os entrevistados com educação superior. Entre setembro e dezembro, o porcentual de entrevistados com esse grau de instrução diminuiu cinco pontos porcentuais (de 18% para 13%). No resultado geral, que engloba todos os graus de instrução, esse porcentual oscilou de 14% para 13%.
A pesquisa foi realizada durante o período eleitoral, entre 20 e 25 de setembro, com 2.002 pessoas em 143 municípios. A margem de erro é de 2 pontos e o nível de confiança, 95%.

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