Ex-governador do Rio, Anthony Garotinho é preso por compra de voto

O secretário de Governo de Campos e ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, foi preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal, no apartamento em que ele possui residência, no Flamengo, Zona Sul do Rio. Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Eleitoral de Campos e assinada pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira.
A prisão é um desdobramento das investigações da Operação Chequinho, que investiga a compra de votos durante a eleição do dia 2 de outubro em Campos.

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Garotinho foi levado para a sede da corporação no Rio. A deputada federal Clarissa Garotinho, filha do ex-governador, também está nas dependências da PF. A previsão é que o ex-governador siga de avião para Campos ainda hoje logo após realizar exames de corpo de delito, acompanhado por dois agentes.
Quando soube da prisão, Clarissa deixou às pressas a reunião com o governador Luiz Fernando Pezão no Palácio Guanabara e a bancada federal do Rio sobre a crise financeira no Estado.
No último dia 12, o advogado criminalista Fernando Fernandes impetrou um habeas corpus com pedido de liminar para garantir que o Juízo da 100ª Zona Eleitoral não decretasse qualquer prisão provisória contra ele.
Em outubro passado, a PF já havia prendido dois vereadores em Campos, no Norte Fluminense, suspeitos de fraudar um programa assistencial em troca de votos. A Operação Chequinho teve o objetivo de combater crimes eleitorais no município.
Ozéias Azeredo Martins e Miguel Ribeiro Machado, vulgo Miguelito, ambos reeleitos na última eleição, são suspeitos de praticar, entre outros crimes, corrupção ativa e passiva eleitoral e formação de quadrilha para cometer corrupção eleitoral, de boca de urna e de fornecimento de alimentação ilegal.
Foram cumpridos oito mandados de prisão temporária, oito mandados de busca e apreensão e uma ordem de condução coercitiva.
No dia 26 do mesmo mês, a Polícia Federal prendeu o vereador Kellenson Ayres Figueiredo de Souza (PR), de 55 anos, em uma nova fase da “Operação Chequinho”, e cumpriu outros sete mandados de prisão.
Por meio de nota, o criminalista Fernando Augusto Fernandes, responsável pela defesa de Garotinho, afirmou “que o decreto de prisão ocorrido em razão de decisão da 100ª Vara Eleitoral de Campos vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por aquele juízo e suspensas por decisões liminares do Superior Tribunal Eleitoral”.
“A prisão a qual está submetido o ex-governador é abusiva e ilegal e decorre de sua constante denúncia de abusos de maus tratos a pessoas presas ilegalmente naquela comarca. Estas denúncias de abuso foram dirigidas à Corregedoria da Polícia Federal e ao juiz, que nenhuma providência tomou. Pessoas presas mudaram vários depoimentos após ameaças do delegado. No entanto, o TSE já deferiu quatro liminares por prisões ilegais. A Justiça certamente não permitirá que este ato de exceção se mantenha contra Garotinho”, diz a nota.

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