Ex-deputado petista Vaccarezza é preso na Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta (18) as 43ª e 44ª fases da Operação Lava Jato e cumpre mandados em São Paulo, no Rio e em Santos.
Um dos alvos de pedido de prisão temporária é o ex-deputado federal do PT,  Cândido Vaccarezza, que já foi detido.
É a primeira vez na história da operação que a PF realiza duas fases ao mesmo tempo. No total, são 46 ordens judiciais em cumprimento 29 de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva e seis de prisão temporária.
Os presos serão transferidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
As duas novas etapas da força-tarefa apuram denúncias de corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro na Petrobras.
A 43ª fase se chama Operação Sem Fronteiras e investiga a troca de informações privilegiadas entre executivos da petroleira e um grupo de armadores estrangeiros para favorecer os empresários em contratos com a estatal.
A 44ª fase, por sua vez, foi batizada de Abate, e se concentra na influência de um grupo, apadrinhado por um ex-deputado federal, sobre negociações da Petrobras. Segundo a PF, houve pagamentos indevidos a executivos da petroleira e a outros agentes públicos.
Na nota divulgada à imprensa, a instituição não confirma que se tratava de Vaccarezza. Ex-líder na Câmara dos governos do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma, o ex-deputado anunciou seu desligamento do PT em 2016.
Ainda no partido, ele tentou, em 2014, se reeleger para a Câmara dos Deputados, sem sucesso.
O Caso
Em 2015 a Polícia Federal havia instaurado um inquérito contra o ex-deputado e ex-líder do governo pestista na Câmara Cândido Vaccarezza, que investigaria um esquema de corrupção e propinas na Petrobrás entre 2003 e 2014. Vaccarezza terminou seu mandato parlamentar no dia 31 de janeiro de 2015, quando perdeu foro por prerrogativa de função perante o Supremo Tribunal Federal (STF).
Na oportunidade, a ordem para instauração de inquérito contra Vaccarezza foi dada pelo juiz federal Sérgio Moro, em despacho de 17 de abril de 2015.
O ex-deputado foi citado em delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. que afirmou que o ex-deputado Vaccarezza (PT), teria recebido propina de R$ 400 mil por um contrato de importação de asfalto da Petrobrás com a empresa Sargent Marine.
Costa disse que foi informado da propina ao político em uma reunião, ‘no ano de 2009 ou 2010’, na residência do lobista Jorge Luz, que lhe apresentou a Sargent Marine, no Rio de Janeiro. O ex-diretor, na época à frente da diretoria de Abastecimento, afirmou que foi o responsável por convidar a empresa que firmou o contrato com a estatal petrolífera sem licitação.
Em fevereiro de 2015, o STF mandou abrir inquéritos para investigar o suposto envolvimento de 52 deputados, senadores e ex-parlamentares com o esquema de propinas na estatal petrolífera. O caso de Vaccarezza foi parar na 13.ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, base da Lava Jato, exatamente porque ele perdeu o foro privilegiado perante o Supremo.

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