Etiópia proíbe adoção de crianças por estrangeiros

Os motivos, a preocupação com a abusos e à negligência sofridas pelos menores, é o argumento usado pelas autoridades daquele país africano.
A Etiópia é um dos países a que mais norte-americanos recorrem para a adoção de crianças, correspondendo a 20% das adoções no estrangeiro. O casal de atores Brad Pitt e Angelina Jolie estão entre os que adotaram crianças etíopes.



Um caso de 2013, em que um casal dos EUA foi condenado por matar a filha adotiva etíope, abriu um debate sobre a adoção por estrangeiros na Etiópia. O processo de adoção no país tem falhas que foram consideradas graves e algumas associações de direitos humanos denunciaram que abre espaço a abusos de traficantes de seres humanos que vêem este como um mercado lucrativo. Há dois anos, a Dinamarca impediu a adoção de crianças etíopes.
Os legisladores dizem que os órfãos e as crianças vulneráveis do país devem ser acolhidas por associações de apoio locais de forma a protegê-las. Mais de 15 mil crianças etíopes foram adotadas nos EUA desde 1999. Muitas são também adotadas por europeus de países como Espanha, França ou Itália.
O Parlamento da Etiópia entende que a adoção local continua ativa e que os serviços sociais devem conseguir lidar com o número de órfãos. No entanto, a adoção não é uma prática comum na cultura do país e muitos órfãos passam por várias famílias ou acabam a viver nas ruas.
Apesar da Etiópia ser um dos países com maior crescimento econômico no mundo, milhões de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza  muitos defendem que o país não tem capacidade para lidar com o número elevado de órfãos.
A nova Política Nacional da Criança da Etiópia define que os menores devem crescer na sua terra natal, de acordo com a sua cultura e tradições, escreve o Washington Post. As crianças “devem ser adotadas localmente ou apoiadas por um responsável familiar, um tutor, ou devem ter ajuda para serem reaproximadas dos pais biológicos ou outros familiares”, diz a lei irá entrar em vigor nas próximas semanas.

 



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