Nas estreias nos cinemas, o veterano Schwarzenegger volta ‘Em Busca de Vingança’

Outro final de semana quente nas telas do cinemas. Nas estreias, o veterano dos filmes de ação de Hollywood, Arnold Schwarzenegger enfrenta o seu maior desafio emocionar o público no drama ‘Em Busca de Vingança’, que conta a história de um homem e sua dor após descobrir que sua mulher e filha morreram em um acidente aéreo. Outro drama também em destaque ‘Depois Daquela Montanha’  do diretor Hany Abu-Assad, indicado ao Oscar duas vezes por “Paradise Now”.
DEPOIS DAQUELA MONTANHA

O diretor de origem palestina Hany Abu-Assad (indicado ao Oscar duas vezes por “Paradise Now”, em 2006, e “Omar”, em 2013), assina a direção de “Depois Daquela Montanha”, um comovente drama sobre a luta pela sobrevivência de um homem e uma mulher, após acidente aéreo, e suas consequências na vida de cada um.
Kate Winslet é a fotógrafa Alex, que acaba de concluir uma de suas reportagens e fica presa em um aeroporto, que cancelou todos os voos por causa do mau tempo. Ela precisa sair dali para não perder o próprio casamento. O médico Ben Bass (Idris Elba) está no mesmo aeroporto e também impedido de chegar a Baltimore, onde é aguardado para uma cirurgia. Por sugestão de Alex, ele concorda em recorrer aos serviços de um piloto de monomotor para sair dali.
Mas a queda do avião em uma região montanhosa e gelada, causada por um enfarte sofrido pelo piloto, transforma-os em únicos sobreviventes, juntamente com o cachorro do dono do aparelho. Sem comida e roupas adequadas, ambos lutam desesperadamente para não morrer de fome e frio. Terão também que conviver com seus próprios traumas e impedir que sabotem a união que precisam ter nesse momento. As dificuldades aumentam e o filme cresce a cada minuto graças à atuação de Winslet e Elba, econômicos e sinceros, como exige a história.(Na maioria dos cinemas em todo país)
EM BUSCA DE VINGANÇA

Baseado em uma história real, “Em Busca de Vingança” escala Arnold Schwarzenegger para um desafio maior do que está acostumado a enfrentar nos filmes de ação e de ficção científica, que fizeram sua fama: protagonizar um drama. Sem armas e recursos tecnológicos e impedido de usar seus músculos, precisa convencer os espectadores sobre a dor que sente ao descobrir que sua mulher e filha morreram em um acidente aéreo.
Mas é uma tarefa árdua para um ator que não consegue ir além de caras e bocas no papel do mestre de obras Roman, de origem russa, que vê seu mundo desabar ao receber a notícia de que a mulher e sua filha morreram no choque de dois aviões, em pleno ar, por erro de um controlador de voo, Jake (Scoot McNairy), que não alertou os pilotos sobre a aproximação perigosa na mesma rota.
Tratado com frieza pelos responsáveis pelo pagamento das indenizações, Roman pede apenas um pedido de desculpas da companhia aérea e do funcionário responsável pela tragédia. Como não é atendido, parte em busca de vingança. Mas o ator não é o único responsável pelo fiasco. O roteiro previsível e a direção burocrática de Elliot Lester, mais acostumado a dirigir séries televisivas, produzem um filme sem grandes pretensões, incapaz de traduzir a dor de um homem rude que acabou de perder a vontade de viver. (Na maioria dos cinemas em todo país)
GABRIEL E A MONTANHA

Diretor revelado pelo criativo longa “Casa Grande” (2014), Fellipe Barbosa voltou-se para o docudrama neste perfil revelador de um amigo de infância, Gabriel Buchmann, premiado na Semana da Crítica do Festival de Cannes. O filme foca-se em sua aventura por diversos países da África, ao longo de um ano, realizando uma imersão na realidade local, vivendo entre pessoas simples, não se comportando como um turista tradicional. João Pedro Zappa interpreta o protagonista, interagindo com uma série de pessoas reais que passaram pela vida de Gabriel, no Quênia, Tanzânia, Zâmbia e Malawi onde ele morreu, depois de uma perigosa escalada ao monte Mulanje, em 2009.
O fato de se saber o destino do personagem, longe de tirar a graça de assistir ao filme, adiciona mais urgência de conhecer sua história, porque é indiscutível que a interpretação de Zappa consegue trazer de volta à vida esta que deve ter sido uma pessoa muito especial. Caroline Abras interpreta Cristina, a namorada de Gabriel, que percorreu com ele uma parte de suas muitas estradas.(Em algumas sala de cinemas das capitais)
TERRA SELVAGEM

Escrito e dirigido por Taylor Sheridan (roteirista de “Sicário”, entre outros), “Terra Selvagem” tem como ponto de partida o estupro e assassinato de uma jovem nativa americana que vivia numa reserva no Wyoming. Autoridades locais começam a investigar, mas logo o FBI entra em cena, na figura de Jane Banner (Elizabeth Olsen).
A ação se passa num território gélido, cuja neve branca e constante parece consumir e atormentar os personagens, especialmente um caçador de coiotes interpretado por Jeremy Renner, resultando tanto num suspense tenso quando num drama intenso.
Mais do que a investigação social, Sheridan está interessado em dinâmicas de relacionamento das várias camadas que compõem a sociedade americana. A violência também é uma constante especialmente contra as mulheres e com isso o diretor se aventura com muita segurança num território típico de, digamos, Sam Peckinpah.(Em varias salas de cinemas da capital e cidades)
O ESTADO DAS COISAS

Ben Stiller é Brad, um pai suburbano em crise quando chega a hora de seu filho, Troy (Austin Abrams), procurar a faculdade onde irá estudar. Isso serve de estopim para que o protagonista comece a reavaliar todas as escolhas, fazendo aquilo que qualquer ser humano sensato não deve fazer: comparar a si mesmo com seus amigos mais bem-sucedidos.
Diante dos antigos colegas de faculdade milionários cujas carreiras ele acompanha pela internet, ele acredita que nada deu certo. Não que seja pobre, mas isso pouco importa. Ele acaba viajando com o filho para conhecer universidades, o que o leva a finalmente perceber que o rapaz já é um adulto.
Com o filme inteiro a partir do ponto de vista do protagonista, o roteiro de Mike White, que também assina a direção, é repleto de monólogos interiores do personagem. Assim, o que parece, à primeira vista, redundante, mostra-se necessário para explorar toda a crise interior que aflige Brad. (Em varias salas de cinemas das capitais)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

SiteLock