‘Em Ritmo de Fuga’ e ‘Dunkirk’ estão entre os filmes que chegam aos cinemas

Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas do país nesta semana, em destaque duas grandes produções hollywoodiana “Em Ritmo de Fuga” e esperado Dunkirk o drama de guerra baseando em fatos reais, do cineasta inglês Christopher Nolan.
“Em Ritmo de Fuga”

A primeira sequência de “Em Ritmo de Fuga” impressiona: um longo plano, envolvendo um assalto a banco, uma escapada e uma espécie de coreografia do protagonista, Baby (Ansel Elgort). Logo de cara, o diretor e roteirista Edgar Wright coloca seu filme num patamar alto. Inevitavelmente, o que vem depois é ladeira abaixo.
Baby é o motorista de uma quadrilha de ladrões refinados, liderados por Doc (Kevin Spacey), com quem o rapaz tem uma dívida. Para saldá-la, dirige o veículo de fuga. Por conta de problemas de audição, seus movimentos precisam ser marcados por música, nos fones que nunca tira dos ouvidos.
A trama que inclui uma história de amor com Debora (Lily James) é marcada pela batida das músicas, resultando não bem em um filme, mas numa trilha sonora com imagens ilustrativas.
“Dunkirk”

Pela primeira vez baseando um filme seu em fatos reais, o cineasta inglês Christopher Nolan volta ao básico. Ou seja, escolhe como cenários a terra, o mar e o ar, troca o digital pelo filme, no caso, o 65 mm (e o IMAX), esnoba o 3D e recorre ao mínimo de efeitos digitais para compor o espetáculo realista de “Dunkirk”, que reconstitui um dramático episódio da Segunda Guerra Mundial.
Entre maio e junho de 1940, tropas nazistas encurralaram cerca de 400.000 soldados Aliados, muitos deles britânicos, na praia de Dunquerque, norte da França. A chance de resgate pelo mar era sistematicamente dizimada pelos ataques precisos dos submarinos e aviões alemães. Tudo parecia perdido e a Inglaterra estava a um passo de tornar-se o próximo alvo a cair nas mãos de Hitler.
Recorrendo, mais uma vez, à parceria com o diretor de fotografia suíço Hoyten van Hoytema, Nolan cria para o espectador a sensação de estar dentro dos acontecimentos. E o faz recorrendo a um roteiro, também de sua autoria, em que os diálogos são mínimos e a potência visual e auditiva é elevada ao máximo.
“Love Film Festival”

Luzia (Leandra Leal) é uma roteirista brasileira e Adrián (Manolo Cardona), um ator colombiano que se apaixonam num festival de cinema em Portugal. Ao longo de quase uma década, eles se encontram e desencontram em eventos similares em diversos países, criando uma história de amor.
A partir da ideia da diretora e roteirista Manuela Dias – que divide a direção com outros profissionais –, o filme acompanha as idas e vindas da dupla tendo como força motriz o cinema.
Por meio dessa paixão, a diretora encontra uma forma de comentar o cinema na América Latina, suas conquistas e limitações Luzia, por exemplo, a certa altura, precisa deixar o cinema de lado para escrever uma novela. Mas o ponto alto do filme é mesmo a interpretação de Leandra, que a cada trabalho se firma como uma das melhores de sua geração.
“O Reencontro”

Duas excepcionais personagens femininas, defendidas por grandes atrizes, garantem o interesse da comédia dramática francesa de Martin Provost. Claire (Catherine Frot) é uma veterana parteira, que está contando os dias para o fim de seu emprego. O hospital tradicional em que trabalha está prestes a tornar-se uma clínica de luxo. Depois de muitos anos sumida da vida de Claire, eis que ressurge Béatrice (Catherine Deneuve), ex-amante de seu pai, retornando em busca dele, ignorando sua morte.
A volta da velha dama desperta os ressentimentos de Claire, que acredita ser Béatrice a culpada pela morte do pai. O reencontro teria tudo para ser breve. Mas não. Béatrice está gravemente doente e não tem ninguém mais no mundo. Essa fragilidade desperta a solidariedade humana de Claire. O relacionamento de duas mulheres assim opostas é inusitado, contraditório e valorizado pela mágica da ficção, que consegue injetar-lhe consistência.
“7 Desejos”

Claire (Joey King) leva uma vida infeliz desde a morte de sua mãe, mas tudo muda quando seu pai (Ryan Phillippe) encontra uma misteriosa caixa chinesa no lixo e dá para ela de presente. O instrumento tem o poder de transformar em realidade tudo o que a garota deseja, porém cobra um preço alto: a vida de uma pessoa que ela ama.
Partindo de uma premissa nada original, o filme dirigido por John R. Leonetti se esmera mais na criatividade para encenar mortes inusitadas do que em qualquer outra coisa o que faz lembrar a série “Premonição”, mas com situações trágicas menos inventivas.
Os acontecimentos tornam-se cada vez mais extraordinários mas um tanto enfadonhos, porque o longa se limita à mesma dinâmica o tempo todo: desejo, morte, susto, até o inevitável arrependimento final e a tentativa de desfazer os erros quando pode ser tarde demais.

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