Para Cristina Kirchner, pedido de prisão foi executa por ordem de Macri

A Senadora e ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner criticou a decisão do juiz Claudio Bonadio, que ordenou seu indiciamento, suspensão de imunidade parlamentar e detenção no caso sobre um suposto pacto secreto com o Irã para acobertar funcionários daquele país acusados de envolvimento no atentado à Associação Mutual Israelita no país, em 1994.
A senadora, Cristina Kirchner, disse em coletiva a imprensa que a decisão do juiz Bonadio é de prende-la é um absurdo, um verdadeiro excesso e afirmou que o magistrado está executando as ordem imposta pelo atual presidente Macri e que o mandatátio do país sabe que se trata de um caso fabricado e que não houve nenhum crime.



O Juiz Federal Bonadio ordenou a acusação com detenção preventiva da ex-presidente Kirchner também solicitou seu afastamento ao Senado, no âmbito do caso iniciado como resultado da denúncia do falecido promotor Alberto Nisman por encobrir o atentado à Associação Israelita.
A senadora mostrou-se irrita com a decisão e disparou contra o magistrado argentino e o presidente Macri: “Além disso, são fatos que não ocorreram, que não existiram, é uma causa inventada em eventos de política externa, é um absurdo, um excesso real, eles procuram provocar danos pessoais e políticos aos oponentes, às suas trajetórias. Não tem nada a ver com a realidade, não há motivo, Bonadio sabe disso, o governo sabe disso, o presidente Macri sabe disso”.
A este respeito, a ex-presidente afirmou que “Macri é o chefe de uma organização política e judicial para perseguir a oposição, Mauricio Macri é o maestro da orquestra e Bonadio executa a ordem judicial .” Eles querem assustar a liderança política, as pessoas em a rua, a liderança sindical, querem intimidar e assustar a disciplina “. protestou Kirchner
A ex-presidente negou qualquer tipo de acordo secreto com o Irã e insistiu em afirmar que o memorando de entendimento selado com o país buscou esclarecer o ataque à AMIA e não acobertar funcionários iranianos. Perguntada sobre as dezenas de áudios que constam nas investigações e nos quais outros dos acusados, entre eles seu ex-chanceler Héctor Timerman, falam sobre a responsabilidade dos iranianos e as supostas negociações, Cristina evitou fazer comentários.




A ex-presidente e atual senadora Kirchner argumentou que possivelmente, ira apelar para um tribunal internacional, e quando perguntado sobre supostas “ordens secretas” que ela teria dito, com ironia: “Sou presidente há 8 anos, acompanhei Néstor Kirchner quando ele era presidente e quando ele era governador, não há “ordens secretas” , esta categoria não é conhecida, e se alguém deu ordens em alguns casos não era eu, isto é para a série Netflix , não tem base legal ou constitucional “.
Para a senadora, esta suposta campanha de perseguição a opositores tem como objetivo “tirar o foco das reformas que Macri pretende aprovar em matéria trabalhista e da Previdência que impactarão na renda dos aposentados e trabalhadores”.
Cristina já foi empossada, mas iniciará seu trabalho como senadora na próxima segunda-feira. Ainda não está claro se o pedido de suspensão de sua imunidade será tratado nas próximas semanas ou apenas a partir de março de 2018, depois do recesso parlamentar. Até o momento, tudo parece indicar que não existiram votos suficientes no Senado (são necessários pelo menos dois terços) para aprovar o pedido de Bonadio.



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