Adversários tentam barrar crescimento de Lula e Bolsonaro

A indefinição sobre o candidato do centro na eleição presidencial não impede que os partidos adversários à candidatura de Lula e de Jair Bolsonaro tentem estancar o crescimento deles nas pesquisas.
Algumas legendas querem criar uma onda de medo contra candidaturas populistas e carimbar esta marca nos dois. No pronunciamento de Natal, em cadeia de rádio e televisão, o presidente Temer condenou a prática. O prefeito João Doria (SP) também falou sobre isso e o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) atacou o tema no programa do PSD.

 



O grupo político de Meirelles identificou, em pesquisas, que o chamado campo azul, que reúne antipetistas e anti-Bolsonaro, considera ambos radicais e populistas. Avaliou-se como fundamental Meirelles atacar a prática para se colocar como opção a quem os rejeita.
No caso de Michel Temer, o recado foi direto para o PT. A equipe do presidente diz que, ao criticar o populismo, ele quis alfinetar o jeito petista de administrar o País.
Temer disse, no Natal, que seu governo não adota medidas populistas. “Nada de esperar por milagres e contar com salvadores da pátria.” Já Meirelles alerta para possíveis retrocessos: “O populismo e os oportunistas fazem mal ao País”.
Lula em Alta
No mês passado, um levantamento feito pelo Instituto Ipsos em parceira com o jornal o Estado de S. Paulo mostra a ascensão do ex-presidente Lula nas taxas de aprovação. Enquanto Lula avança outros possíveis presidenciáveis, como a ex-senadora Marina Silva (Rede), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) registram queda.
De acordo com a pesquisa, Lula teve em dezembro, o sexto mês consecutivo de melhora na avaliação e atingiu a casa dos 45%. No entanto, o número de desaprovação ainda é maior, 54%. Em junho, a parcela que o aprovava total ou parcialmente era 28%. O índice foi crescendo com o passar dos meses e atingiu o ápice em dezembro. A desaprovação, segundo a pesquisa, caiu 14 pontos percentuais desde junho.
Já o deputado Jair Bolsonaro é aprovado por 21% e reprovado por 62%, como mostra a pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos. Houve queda na taxa de aprovação do parlamentar em relação às estatísticas anteriores. (com Andreza Matais/Agência Estado)



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