CPI tenta expor Fachin com depoimento de Saud da JBS

Relator da Lava Jato, Edson Fachin está na mira da CPI da JBS. O colegiado marcou para a próxima semana o depoimento do ex-diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud. Hoje delator, ele teria auxiliado Fachin a contatar parlamentares em 2015, quando o ministro foi submetido a uma sabatina no Senado para poder assumir a cadeira no STF. Integrantes da comissão já têm em mãos trecho do autogrampo de Joesley Batista em que ele e Saud citam o magistrado.
O nome de Fachin aparece em contexto confuso na conversa de Saud com Joesley. O ex-diretor da J&F diz que vai “fazer igual Fachin (…)” e “beber até 5 horas da manhã”.
Integrantes da CPI decidiram pressionar Saud a explicar sobre o que estava falando e se fazia referência a um suposto jantar de Fachin com Joesley quando o ministro estava em campanha para o STF.
Quando surgiram as especulações sobre a ajuda de Saud a Fachin, o ministro afirmou, em nota, que não contou com o auxílio de qualquer empresa ou grupo em seu processo de indicação ou de confirmação para o cargo de ministro do STF.
Em uma publicação na coluna do saudoso jornalista Jorge Bastos Moreno do O Globo, afirmou que o jurista Edson Fachin admitiu que pediu ajuda “ao pessoal da JBS” em 2015 para ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A JBS era a empresa com o maior número de parlamentares eleitos. A indicação de Fachin para o STF dependia dos votos de senadores. Ricardo Saud, diretor da JBS, de fato ajudou Fachin a cabalar votos.
Hoje, o cabo eleitoral do ministro Fachin, Ricardo Saud esta preso junto com os dono da JBS. O estopim para as prisões foram áudios em que Joesley e Saud sugerem que Miller estava ajudando nos acordos de delação. Em um dos trechos, os dois fazem uma brincadeira, cogitando fantasiar Marcello Miller de garçom para que ele pudesse assistir à gravação de uma conversa.
No áudio, também faziam referências a ministros do Supremo mas sem que nenhum ministro fosse relacionado a irregularidades, ilicitudes ou crime. “Cinco do Supremo na mão dele. Inclusive muitos conversados”, disse Saud em um trecho.
Com as prisões, o acordo de delação premiada firmado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da Repúblicao acordo de delação foi rescindido pelo STF. No termo de delação prevê que o acordo perderá efeito se, por exemplo, o colaborador mentiu ou omitiu, se sonegou ou destruiu provas.(Com Folha)

 

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