Convocação de Calero e Geddel é rejeitada por Comissão do Senado

A Comissão de Fiscalização e Controle do Senado rejeitou nesta terça-feira requerimentos apresentados pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), para convocar os ex-ministros Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) sobre o episódio de pressão feita por Geddel para que fosse liberado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) um empreendimento na Bahia que o beneficiaria. A base governista atuou para rejeitar os dois pedidos.
A manobra na Comissão do Senado orquestrada pelos governista foi acertada por líderes da casa. Marcelo Calero denunciou o que chamou de uso de tráfico de influência por parte de Geddel para a liberação do empreendimento e pediu demissão, sendo substituído por Roberto Freire. Já Geddel pediu demissão depois de sua situação ficar insustentável diante do escândalo.
Pouco antes de pedir demissão, Calero gravou conversas com o presidente Michel Temer, Geddel e o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha. Em entrevista à Globonews, o ex-ministro da Cultura disse que registrou alguns diálogos por recomendação de amigos da Polícia Federal. O registro das conversas dariam suporte as acusações sobre o assédio que ele teria sofrido para liberar as obras do La Vue. Calero disse ainda que, num determinado momento, Temer o aconselhou a fazer uma “chicana” para entregar o caso à Advocacia-Geral da União (AGU).
Os áudios das conversas gravadas por Calero com o presidente, Padilha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima já estão no Supremo Tribunal Federal (STF). O material foi enviado ontem pela Polícia Federal. Caberá agora ao STF, com base no parecer da Procuradoria-Geral da República, decidir se abre inquérito para investigar suposta pressão de Temer, Padilha e Geddel contra Calero.

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