Comédia ‘Pai em Dose Dupla 2’ e o suspense ‘Boneco de Neve’ estreiam nos cinemas

O velho é bom suspense policial voltam ao cinemas depois das grandes estreias de aventuras do mundo Marvel e Disney. O Filme ‘Boneco de Neve’ que estreia nos cinemas é impregnado de altas expectativas ainda mais por ter sido produzido pelo premiado diretor Martin Scorsese. Dois anos depois da boa bilheteria obtida pela comédia “Pai em Dose Dupla”. Mas, o diretor Sean Anders, que repetir a boa performance, em “Pai em Dose Dupla 2”, que promete na estreia mundial.
BONECO DE NEVE

Baseado num dos romances de sucesso em torno do detetive Harry Hole, de autoria do norueguês Joe Nesbo, “Boneco de Neve” é um suspense policial impregnado de altas expectativas ainda mais por ter sido produzido pelo norte-americano Martin Scorsese e dirigido pelo sueco Tomas Alfredson, que traz no currículo os ótimos filmes “Deixa Ela Entrar” (2008) e “O Espião que Sabia Demais” (2011), além de um elenco estelar, encabeçado por Michael Fassbender e Charlotte Gainsbourg.



Na história da caçada a um serial killer, que mata mulheres seguindo uma série de rituais, amontoam-se detalhes, situações e personagens. Mas esse acúmulo parece ter trabalhado em desfavor do suspense, que não acontece na medida justa. Harry Hole (Fassbender), um detetive experiente e marcado pela depressão, insônia e alcoolismo, mergulha na trilha de sangue deixada pelo assassino, que elege mulheres com alguma história envolvendo abortos ou filhos. E que deixa sua assinatura num boneco de neve com dois galhos, como finos braços, apontados para a casa de suas vítimas.
Com uma história pessoal problemática, da qual constam uma ex-mulher (Charlotte Gainsbourg) e seu filho (Michael Yates), Hole ganha uma assistente, Katrine (Rebecca Ferguson), nas investigações. Logo se verá que ela tem uma agenda própria, o que embaralha os sinais da história, cujo ritmo, finalmente, é comprometido por um gelo glacial, assim como seus cenários.(Na maioria das salas de cinemas do país)
PAI EM DOSE DUPLA 2

Dois anos depois da boa bilheteria obtida pela comédia “Pai em Dose Dupla”, o diretor Sean Anders revisita Brad (Will Ferrell,), o padrasto que, no primeiro filme, se esforça para mostrar que cuida bem dos dois enteados, numa disputa com Dusty (Mark Wahlberg), o pai biológico das crianças. Em “Pai em Dose Dupla 2”, o cabo de guerra que parecia superado é retomado com a aparição de Kurt (Mel Gibson), pai de Dusty, que se autoconvida para participar da festa de Natal do filho e netos.
Agora as atenções se voltam para Mel Gibson, que se diverte interpretando um personagem que defende posições agressivas e polêmicas como as que ele está acostumado a assumir na vida real. Só que, na ficção, o exagero torna o personagem até divertido. Kurt faz o contraponto ao comportamento politicamente correto de Dusty e Brad, reforçado pelo pai de Brad, Don (John Lithgow), que também aparece para participar da festa natalina.(Na maioria das salas de cinemas do País)




As duas famílias alugam uma casa confortável, mas nem de longe a convivência será pacífica, principalmente por causa de Kurt, que não é muito sutil em sua tentativa de cativar as crianças, criando muita confusão. Como todo filme natalino, “Pai em Dose Dupla 2” investe na superação de rancores do passado. Só que, com Kurt por perto, a tarefa será mais difícil.
A VILÃ

A Vilã é dois filmes em um só. Um muito bom, outro muito irregular. Com isso, a experiência final é prejudicada, mas ainda conta com momentos realmente especiais, principalmente quando falamos de ação. Esta é justamente a parte que funciona da produção. A obra traz sequências eletrizantes de ação, marcadas por muito sangue e por uma bela coreografia de combates.
Neste sentido, o filme remete a outros sucessos do cinema asiático, como Operação Invasão e Old Boy, embora sem a mesma qualidade de roteiro. E é aí que se encontra o lado ruim da produção. O roteiro conta com uma barriga melodramática enorme e má desenvolvida, que quebra o ritmo e insiste em um desenvolvimento de personagens que não interessa ao espectador, que está mais envolvido com as cabeças rolando ao longo da história.(Em algumas salas de cinemas do País)




É claro que não há nada de errado em se desenvolver personagens, mas aqui o texto claramente derrapa e perde o controle, criando uma série de reviravoltas dramáticas que funcionam muito pouco.
Após ver o pai ser assassinado, Sook-hee (Ok-bin Kim) é treinada para ser uma assassina. Após deixar uma pilha de corpos em um ato de vingança, ela acaba capturada e tem sua vida literalmente apagada. Grávida, ela é obrigada a trabalhar para uma agência de assassinatos, com a promessa de que em dez anos será libertada para ter uma vida comum. Após ser “devolvida” ao mundo real, já com a filha nascida, Sook-hee verá a carreira de assassina bater de frente com elementos de seu passado, o que abalaram sua rotina e realidade.
BARREIRAS

Se não bastasse uma boa história, “Barreiras”, o novo trabalho de Laura Schroeder, é uma boa oportunidade para acompanhar a atuação, lado a lado, de Isabelle Huppert e sua filha, Lolita Chammah, no papel de mãe e filha, que já haviam interpretado em 2010, em “Copacabana”, de Marc Fitoussi.



Ao contrário do tom leve de comédia de “Copacabana”, ambas agora dividem o espaço e até procuram o predomínio em uma obra densa, na qual o próprio título sugere os obstáculos que precisarão romper quando Catherine (Lolita) reaparece na casa de Elisabeth (Isabelle) para reencontrar a filha, a adolescente Alba (Themis Pauwels), criada pela avó.
Não se sabe ainda o que levou Catherine a se afastar da filha e a causa do difícil relacionamento com a mãe. Mas, aos poucos, Catherine buscará conquistar a confiança das duas, levando Alba para uma viagem à casa de campo da família, onde a barragem que aprisiona sentimentos do passado poderá ser rompida.(Em poucas salas de cinemas nas capitais)
NÃO DEVORE MEU CORAÇÃO

Coprodução entre Brasil, França e Holanda, o filme de Felipe Bragança entrelaça o romance juvenil, o comentário histórico e referências a filmes de gênero, entre o fantástico e a aventura policial.
O roteiro, também de Bragança, inspira-se livremente em contos de Joca Reiners Terron. É, até literalmente, um cinema de fronteira, ambientado numa cidadezinha na beira do Paraguai e do Brasil, onde indígenas guaranis enfrentam brasileiros, ainda impregnados dos ressentimentos da Guerra do Paraguai, em que o Brasil, vitorioso, promoveu um massacre no século 19.
No meio disso, nasce um romance entre o menino Joca (Eduardo Macedo) e a índia Basano (Adeli Benitez), que nada tem de adocicado, até porque a garota resiste ao envolvimento com o garoto, irmão de Fernando (Cauã Reymond), violento agroboy local. O grande problema é a frágil articulação de todas essas camadas da história, que se sobrepõem de modo um tanto brusco.(Em algumas salas de cinemas das capitais)



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