Cabral vai a justiça contra Moro e Segóvia após exibi-lo com correntes

Para os juristas, o tratamento que a Polícia Federal deu ao ex-governador Sergio Cabral nesta sexta-feira (19), com algemas nos punhos e correntes nos pés, passou dos limites e foi comparado ao tempo da escravatura no Brasil.
A exibição de Sérgio Cabral acorrentado pela PF na sua transferência para Curitiba começa a ter consequências jurídica. A defesa do ex-governador entrará no início da semana com uma ação criminal contra o juiz Sérgio Moro e contra o diretor-geral da PF Fernando Segóvia.  alegando que Cabral “foi conduzido e exibido de forma desumana e desrespeitosa”.



Na procura dos responsáveis pelo show de exibicionismo ‘La Polícia Federal’ contra Cabral. A Lava Jato do Rio tirou seu o corpo fora, disse que nada tem a ver com o que ocorreu, vai apurar já na segunda-feira quem foram os responsáveis pela extravagante decisão.
Há que diga, que o tratamento selvagem (e ilegal) dado a Sérgio Cabral pela PF, só fragiliza a Operação Lava Jato. Porque investigação de qualidade e polícia de primeira linha não desviam um milímetro da legalidade nem afrontam a dignidade do preso, prevista na legislação brasileira.
O RETROCESSO
Correntes nos pés é humilhação porque remete ao passado escravocrata do Brasil, ao tempo em que capitães do mato desfilavam com negros arrastando correntes nas ruas do Rio, Salvador e Recife para que eles não ousassem mais fugir. Era uma lição muito clara: “Veja só o que acontece com quem desafia os senhores de escravos”.

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Cabral pode ser um dos mais corruptos entre os políticos brasileiros. Estão lá as suas condenações e processos para comprovar essa hipótese: ela ja foi condenado a 87 anos de prisão em quatro ações penais e responde a outros 16 processos.
Ao final dos processos, suas penas devem ultrapassar os 300 anos de prisão, apesar de a lei brasileira limitar o tempo máximo de detenção a 30 anos.
Nada disso justifica as correntes nos pés. Cabral abusou de regalias na prisão no Rio, mas não se tem notícia de que tenha tentado fugir alguma vez da prisão.
PASSOU DOS LIMITES
As imagem que correu o Brasil e alguns países do mundo de Cabral acorrentado, não revoltou apenas os advogados do ex-governador, um grupo de advogados que não atua na defesa, que tratou a cena como correntes de ‘escandaloso’ e ofereceu aos advogados dele para entrar como uma ação contra o tratamento dado pela Polícia Federal.
O grupo é encabeçado por José Roberto Batochio, ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), e Nelio Machado, um dos criminalistas mais respeitados do Rio de Janeiro. (com Mario Cessar Carvalho)

 



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