Cabral, de Bangu rumo a prisão em Curitiba

Sérgio Cabral já deixou na manhã deste sábado o Complexo de Bangu para ser transferido para a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Um comboio de caminhonetes da PF seguem neste momento com destino à Base Aérea do Galeão e deve chegar à capital paranaense no início da tarde. Cabral vai dividir cela com outros três presos.
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Ex-governador Sérgio Cabral transferido para prisão em Curitiba
O ex-governador, que está preso desde o último dia 17 acusado de liderar um esquema criminoso que desviou ao menos R$ 224 milhões em contratos de obras com empreiteiras, teve sua transferência determinada nesta sexta-feira pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
Sua prisão ocorreu no âmbito da Operação Calicute, da PF e Ministério Público Federal. Além de Cabral, mais dez pessoas foram presas no dia da operação. A advogada Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, também foi presa.
A operação Calicute é um desdobramento da Lava Jato que é conduzida por procuradores de Curitiba. De acordo com as investigações, Cabral era o cabeça do esquema de corrupção e pagamento de propina, que envolvia obras da Andrade Gutierrez.
A Polícia Federal concluiu no dia (30) o inquérito relativo à 1º fase da Operação Calicute. As investigações resultaram em 16 pessoas indiciadas pelos delegados federais que conduziram o procedimento por crimes que vão de corrupção passiva e ativa, organização criminosa a lavagem de dinheiro. Serão instaurados ainda outros inquéritos policiais para aprofundamento de novas vertentes da investigação. Entre os indiciados estão o ex-governador Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo.
HABEAS CORPUS NEGADO
Também ontem, o desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, negou liminarmente habeas corpus para o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e a ex-primeira dama Adriana Ancelmo.
O relator dos pedidos de habeas corpus refutou argumentos apresentados pela defesa do peemedebista e disse que não há qualquer evidência de que o Poder Público esteja descumprindo sua obrigação de zelar pela segurança do custodiado:
“Quanto ao alegado perigo à integridade física do paciente, seja por ter sido Governador do Estado e, como comandante das forças de segurança pública, por ter causado reveses a traficantes e milicianos, seja pela atribuição por parte da sociedade ao paciente, da responsabilidade pela falência do Estado do Rio de Janeiro, não consta nestes autos, salvo melhor juízo, comprovação de que não estejam sendo observadas as cautelas necessárias à preservação da segurança no local onde se encontra recolhido”, registrou.

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