ONU: número de refugiados rohingya atinge 370 mil

Cerca de 370.000 muçulmanos Rohingya fugiram das perseguições da força de segurança de Mianmar e de mafiosos budistas desde 25 de agosto, disse um porta-voz das Nações Unidas (ONU) na terça-feira.
O porta-voz principal da Organização Internacional para as Migrações, Leonard Doyle, disse que o esforço humanitário na fronteira com Bangladesh estava “claramente em plena extensão”.
A última informações constam que os refugiados Rohingya que atravessaram o estado de Rakhine de Mianmar para o Bangladesh teve um aumento de 57 mil em relação ao relatório divulgado pela agência de refugiados da ONU na segunda-feira.
Os refugiados estão fugindo de uma nova operação da forças de segurança e de mafiosos budistas  que já mataram homens, mulheres e crianças, saquearam casas e incendiaram aldeias Rohingya.
Segundo informações de Bangladesh, cerca de 3.000 Rohingya foram mortos na repressão.
A Indonésia disse na terça-feira que entregará ajuda, incluindo arroz, cobertores e roupas para refugiados rohingya no Bangladesh.
O ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Retno Marsudi, disse que a assistência será estendida aos refugiados em Chittagong e no Cox’s Bazaar, enquanto falava com jornalistas no palácio do Palácio do Estado na capital, Jacarta.
A Turquia tem estado na frente em fornecer ajuda aos refugiados Rohingya e o Presidente Recep Tayyip Erdogan disse que ele levantará a questão na ONU.
Rohingya descrito pelas Nações Unidas (ONU) como as pessoas mais perseguidas no mundo, enfrentaram maiores receios de ataques, já que dezenas foram mortas em violência comunal em 2012.
Em outubro passado, após ataques a postos fronteiriços no distrito de Maungdaw de Rakhine, as forças de segurança lançaram uma prisão de cinco meses em que, segundo os grupos Rohingya, cerca de 400 pessoas morreram.
A ONU documentou violações em massa, entre assassinatos incluindo crianças e bebês, os ataques e desaparecimentos brutais cometidos pela força de segurança e agentes policiais de Mianmar.
Em um relatório, investigadores da ONU disseram que as violações dos direitos humanos podem ter constituído crimes contra a humanidade em Mianmar.

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