Espanhol condenado a pagar 25,5 milhões de euros por destruir relíquia do Neolítico

Construiu bebedouros e comedores para cabras num gruta considerada como “a segunda zona arqueológica” mais importante de Espanha
Um empresário espanhol, Victorino Alonso, foi condenado pelo tribunal de Huesca, no país vizinho, a pagar 25,5 milhões de euros por ter destruído uma relíquia do Neolítico [era da Pedra Polida], para construir bebedouros e comedores para cabras.



Este caso remonta já a 2007, mas o empresário foi recorrendo das respetivas condenações, algo que agora já não poderá fazer, a não ser para o Constitucional. O advogado do empresário disse ao El País que o seu cliente é agora “reformado e pensionista e que já foi declarado insolvente há anos”, pelo que não será possível pagar a multa.
O sítio arqueológico estava dentro de uma propriedade pertencente a uma das empresas do espanhol Alonso. Era conhecido e a empresa até tinha permitido que arqueólogos estudassem o local.
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O exterior da gruta, antes e depois
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Imagem interna da gruta, antes e depois
O empresário espanhol terá utilizado uma retroescavadora para nivelar o solo onde está a Gruta de Chaves, considerada para alguns especialistas como a “segunda zona arqueológica mais importante de Espanha”. Na extração de centenas de metros cúbicos de sedimentos, foram removidos blocos que protegiam e selavam os vestígios arqueológicos e camadas relativas ao período no Neolítico.
De acordo com o juiz, o empresário espanhol Victorino Alonso, aquando da destruição, “sabia do valor arqueológico da gruta” do local e também da necessidade de “proteção do mesmo”.
No entanto, com a construção dos respetivos bebedouros e comedores para cabras a mesma gruta acabou por mudar para sempre. De acordo com a acusação, o empresário espanhol terá destruído uma relíquia no valor de mais de 59 milhões de euros, ainda que o tribunal tenha reduzido o pagamento da multa a menos de metade desse valor. Só resta saber se o criador de cabras terá tamanha quantia para pagar a indenização imposta pelo Tribunal.



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