Benefícios dados a Joesley pela PGR será questionado no Supremo

Os termos da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS, serão questionados por ao menos um ministro na sessão de quarta-feira do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá decidir se suspende o inquérito contra o presidente Michel Temer, como pede a defesa.
Temer é investigado por três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigação e participação em organização criminosa. A dúvida é se o ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo, poderia ter concedido perdão judicial ao empresário sem ouvir o plenário da Corte.
Já havia indignação no STF com os termos do acordo fechado com Sérgio Machado, que conseguiu livrar os filhos de punição. Os benefícios dados a Joesley elevaram o tom das críticas na Corte. Já se fala em questionar outras delações.
O excessos de benefícios dados ao empresário  e a sua empresa no processo de delação premiada da JBS esta sendo alvo de duras criticas por parte de juristas, fato que vem deixando a PGR em sua posição mais vulnerável desde o início da Operação Lava Jato, há três anos.
Ministros da Suprema Corte e juristas concordam em um ponto, há excedentes no perdão aos irmãos Batista e seu grupo JBS, ofertado pela PGR. Para alguns ministros do STF fica a sensação que dependendo do ‘tamanho do peixe, os benefícios são maiores’.
Para o professor de direito de Direito, Luiz Fernando Amaral, há excessos nos benefícios dados a PGR ao empresário Joesley Batista dono da JBS;  “Não tenho notícia de acordo de delação com tantas benesses a um delator”, afirmou o professor
Já os governistas e a defesa do presidente Temer apontam supostas incompatibilidade na delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, e a oposição vem criticando a PGR desde os vazamentos das delações de Delcídio Amaral, ainda em 2015, que atingiu os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.
A defesa do presidente Michel Temer e seus aliados apontam falhas da PGR nos seguintes pontos do acordo de delação dos irmãos Batista e de seus colabores na JBS: questionam a licitude da gravação do diálogo entre Wesley e o presidente, entendem que ocorreram edições no áudio da conversa divulgada pelo Supremo e enxergam um excesso de benefícios aos delatores.

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