No Rio, Arquidiocese desautoriza religiosos que apoiaram Freixo

Em resposta à circulação de um documento intitulado “Católicos/as com Freixo”, no qual onze padres e uma religiosa manifestam apoio ao candidato do PSOL à prefeitura, a Arquidiocese do Rio de Janeiro divulgou ontem à noite uma nota afirmando que “não autorizou ninguém a falar em seu nome, nem dos padres, tampouco em nome de movimentos, pastorais, associações e paróquias acerca do atual processo político carioca”.
Assinado pelo cardeal arcebispo dom Orani Tempesta e por outros dezessete membros da diocese, o texto não cita o nome de Marcelo Freixo, mas rejeita posições conhecidas do candidato. Afirma que os eleitores católicos não devem “compactuar com posições que entram em confronto com princípios contrários aos valores cristãos, tais como o respeito à vida e a clara oposição ao aborto (…); a tutela e a promoção da família, fundada no matrimônio monogâmico entre pessoas de sexo oposto (…)”. Freixo já se mostrou favorável ao abordo e conta com amplo apoio do público LGBT. A nota menciona ainda que o eleitor deve exigir de seu candidato “a recusa radical e absoluta da violência, anarquismo e terrorismo”, em referência indireta à ação dos black blocs que Freixo só recentemente condenou.
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O documento rechaçado pela cúpula católica do Rio, que amealhou cerca de 600 assinaturas virtuais desde sua divulgação, diz que “a candidatura de Freixo à prefeitura do Rio de Janeiro é a que mais sintoniza com a construção de uma cidade mais justa, fraterna e igualitária”. Entre os autores do abaixo-assinado estão párocos de bairros do Centro e da Zona Norte, o diretor do Colégio Salesiano de Rocha Miranda, padre Reginaldo Marinho, e uma religiosa franciscana.(Veja)

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