‘Na Mira do Atirador’, ‘A Torre Negra’ e ‘Bozo’ chegam aos cinemas

Estreias nos principais cinemas do país do fim de semana duas grandes produções hollywoodianas, “Na Mira do Atirador” e “A Torre Negra”, correndo por fora, uma produção brasileiríssima que conta o drama do palhaço ‘Bozo’ do sucesso a destruição com sexo e drogas. Confira
NA MIRA DO ATIRADOR

Em seu novo filme, Doug Liman (diretor do primeiro filme da série “Bourne”) deixa de lado pirotecnias e extravagâncias para acompanhar o embate entre um soldado americano e um sniper iraquiano, na guerra do Iraque.
Dois soldados americanos (Aaron Taylor-Johnson e o lutador John Cena), estão numa região devastada. O ano é 2007, quando a guerra supostamente já acabou. Um deles sai do esconderijo e leva um tiro. O companheiro vai em seu auxílio e também é ferido, mas de maneira menos grave, tanto que consegue esconder-se atrás de um muro que está ruindo. Assim, consegue fazer contato por rádio com o atirador adversário (Naith Nakli), que espera para matá-lo.
Começa um jogo de gato e rato pela sobrevivência, em que o soldado americano enfrenta, com palavras, aquele que pode ser o maior atirador dessa guerra, também conhecido como “o anjo da morte”. Liman reduz a tensão a poucos elementos e tira proveito de tudo, desde o cenário até os personagens e diálogos, que ajudam a superar os buracos na trama.(Nos principais cinemas de todo país)
BINGO – O REI DAS MANHÃS

O premiado montador Daniel Rezende (“Cidade de Deus”) estreia na direção com esse filme nostálgico sobre os anos de 1980 e os bastidores da televisão brasileira da época. A trama é inspirada na vida de Arlindo Barreto, o primeiro intérprete do palhaço Bozo no Brasil. Aqui, o protagonista chama-se Augusto (Vladimir Brichta), ator de pornochanchadas que sonha com um salto em sua carreira.
Quando finalmente chega ao estrelato como Bingo, ele vive um paradoxo da fama anônima, pois não pode contar a ninguém que interpreta o palhaço. Assim, acaba mergulhando numa espiral de destruição com sexo e drogas. Ao mesmo tempo, deixa-se levar por uma paixão pela produtora do programa (Leandra Leal).
Há um ar de nostalgia inegável que captura bem o espírito de uma década de excessos mas excesso é também uma palavra-chave no filme, conduzido pela energia doentia de seu protagonista, uma grande interpretação de Brichta.(O filme chega nos cinemas em algumas capitais e piucas cidades do interior)
O CASTELO DE VIDRO

Essa adaptação do livro de memórias da colunista Jeannette Walls é mecânica e fria demais para dar conta da vida de uma família vivendo de forma no mínimo inusitada, porque o patriarca (Woody Harrelson) quer “estar fora do sistema”.
A infância da protagonista é marcada por uma queimadura de 3o grau, quando fazia almoço, enquanto sua mãe (Naomi Watts), pintava um quadro, e mudanças constantes de casa toda vez que um cobrador descobria o endereço da família. Brie Larson interpreta a personagem na transição para a vida adulta, e, no final dos anos de 1980, quando, já famosa em Nova York, ainda não consegue lidar com seu passado.
Dirigido por Destin Daniel Cretton, o filme tem problemas de ritmo e tom, não funcionando muito bem nem como uma comédia agridoce, nem como drama inspirado em fatos reais.( Em poucas salas dos cinemas)
A TORRE NEGRA

Não é preciso ter lido nenhum dos oito livros da série “A Torre Negra”, de Stephen King, para perceber que faltam muitas coisas na adaptação de Nikolaj Arcel – a ponto de o filme não ter pé, nem cabeça. O resultado parece um trailer de 90 minutos de algo que um dia poderia ter alguma consistência.
A ideia é combinar ficção científica, fantasia, faroeste e terror, mas nenhum dos gêneros é muito desenvolvido, assim como os personagens. Roland Deschain (Idris Elba) é o último Pistoleiro, numa eterna batalha com um sujeito conhecido como o Homem de Preto (Matthew McConaughey), num mundo paralelo.
O cenário muda com a chegada do garoto Jake Chambers (Tom Taylor), com poderes paranormais, que ajudará na proteção da Torre Negra, que aparentemente segura o universo em pé. De qualquer modo, tudo é tão confuso que chega ser uma tentativa em vão fazer uma sinopse do filme. (Nos principais cinemas em todo país)
DOIDAS E SANTAS

Partindo do livro de Martha Medeiros e da peça nele inspirada, de Regiana Antonini, esta pretende ser uma comédia que resgata diversos tipos femininos vivendo dilemas da contemporaneidade.
A protagonista é Maria Paula, vivendo Beatriz, uma terapeuta de casais de sucesso, autora de diversos bestsellers, que se encontra, aos 40 anos, numa crise pessoal com o próprio marido, Orlando (Marcelo Faria). As outras mulheres da família são sua filha adolescente, Marina (Luana Maia), sua mãe Elda (Nicette Bruno) e uma irmã, Berenice (Georgina Góes), que é ecologista profissional e viajante.
Em tese, é uma boa ideia alinhar mulheres de idades e personalidades diferentes, esticando o fio da história a partir do comportamento extrovertido e bizarro de Elda, da militância verde de Berenice e da irreverência de Marina. Mas a engrenagem do filme, dirigido por Paulo Thiago, é toda emperrada e nenhuma situação flui com a leveza esperada.(poucas salas dos cinemas)

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